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Proteção animal

Ceará soma 48 mil pets no SinPatinhas; Mel e Luna lideram nomes

Além dos dados de nomes mais comuns, o programa mostra também que 91% dos pets registrados são castrados

Por Admin

20 de abril de 2026 às 21:08


Ceará soma 48 mil pets no SinPatinhas; Mel e Luna lideram nomes

O Ceará alcançou a marca de 48 mil animais domésticos registrados no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, o SinPatinhas. Os números oficiais mostram predominância de cães: 57% do total (27.383), enquanto os gatos representam 43% (20.759).

O levantamento também aponta quais são os nomes mais usados pelos tutores no estado, além de dados sobre castração e identificação por microchip. As informações ganham destaque no momento em que o SinPatinhas completa um ano de funcionamento, integrando ações com o Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas).

Quais são os nomes de cachorro mais comuns no Ceará

Entre os cães cadastrados no Ceará, o SinPatinhas identifica uma lista de nomes que se repetem com frequência. Os mais comuns são:

Mel, Luna, Amora, Thor, Lua, Bolt, Zeus, Apollo, Pandora e Billy.

A presença de nomes curtos e fáceis de chamar segue uma tendência observada em diferentes regiões do país, com destaque para opções associadas a doçura (Mel), temas astronômicos (Lua e Luna) e referências mitológicas (Thor e Zeus).

Nomes de gatos mais registrados no estado

No grupo dos felinos, o ranking de nomes também traz repetições e personagens populares. No Ceará, aparecem entre os mais cadastrados:

Nina, Mel, Luna, Lua, Mia, Frajola, Tom, Chico, Nino, Pipoca e Simba.

Além de nomes tradicionais, a lista inclui referências a desenhos e cultura pop, como Frajola e Tom, que costumam ser escolhas recorrentes entre tutores de gatos.

Castrados e microchip: o que mostram os dados do cadastro

O banco de dados do SinPatinhas indica que 91% dos pets registrados no Ceará são castrados, um indicador relacionado às estratégias de manejo populacional e prevenção do abandono.

8,48% dos animais constam com microchip de identificação no sistema. O recurso permite rastreabilidade e pode facilitar a devolução de pets perdidos, além de ajudar em ações de combate a maus-tratos.

SinPatinhas completa um ano; veja o panorama nacional

Lançado em abril de 2025, o SinPatinhas completou um ano na última sexta-feira (17), em articulação com o ProPatinhas. No recorte nacional, os estados com maior volume de registros no sistema são:

São Paulo (346.668), Rio de Janeiro (115.247), Paraná (106.898) e Minas Gerais (93.550).

O sistema também consolida tendências de nomes em todo o Brasil. Entre os cães, os registros mais frequentes foram: Mel (12.825), Luna (9.565), Amora (8.283), Nina (6.915) e Thor (6.422). Para gatos, lideram: Nina (4.785), Mel (4.514), Luna (4.241), Lua (3.344) e Mia (3.209).

Investimentos e castrações gratuitas: impacto até 2025

Segundo dados do governo federal, o Plano Plurianual Participativo (PPA) recebeu R$ 236,9 milhões em investimentos entre 2023 e 2026. Esse volume de recursos viabilizou 252 parcerias e resultou na oferta de 675.855 castrações gratuitas em todo o país até o fim de 2025.

O balanço oficial aponta que o volume representa um aumento de 3.450% quando comparado ao período de 2021–2022, reforçando a aposta na castração como ferramenta para controle populacional ético e redução de ninhadas indesejadas.

O que são ProPatinhas e SinPatinhas

O ProPatinhas estabelece uma política nacional voltada ao manejo populacional de cães e gatos, com foco em ampliar castrações, reduzir o abandono e incentivar ações de bem-estar animal.

Já o SinPatinhas funciona como uma base nacional gratuita de cadastro de animais domésticos. O objetivo é facilitar a localização de pets perdidos, apoiar o enfrentamento a maus-tratos e oferecer dados para a criação e o aprimoramento de políticas públicas.

Entre as funcionalidades disponíveis aos tutores, o sistema permite:

  • emissão do RG Animal e da carteira de saúde com validade nacional;
  • identificação por QR Code;
  • consulta por microchip;
  • transferência eletrônica de responsabilidade do animal.

Governo diz que sistema organiza política pública de proteção animal

A diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente, Vanessa Negrini, afirmou que a proposta vai além de um simples registro.

De acordo com ela, o SinPatinhas atua como ferramenta estruturante ao organizar informações, fortalecer a guarda responsável e ampliar a transparência e a rastreabilidade. Na avaliação da diretora, a integração de dados permite enfrentar abandono e maus-tratos e, ao mesmo tempo, criar condições para planejar políticas com base em números consolidados.

Fonte: UrbNews



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