Caso Henry Borel
Por Admin
25 de março de 2026 às 14:16
Monique Medeiros, acusada de homicídio por omissão na morte do filho Henry Borel, teve a demissão do cargo de professora na Prefeitura do Rio de Janeiro oficializada. O desligamento consta na edição desta quarta-feira (25) do Diário Oficial do Município.
Henry Borel tinha 4 anos quando morreu, em março de 2021. Monique é ré no processo e respondia ao vínculo com a rede municipal de ensino enquanto o caso seguia na Justiça.
A exoneração foi formalizada por publicação oficial do município. Segundo as informações divulgadas, Monique recebia regularmente o salário de professora havia cinco anos, período em que o processo criminal avançou, com prisão preventiva e etapas de preparação para o julgamento.
A decisão administrativa ocorre poucos dias após a ré deixar a prisão. Monique estava custodiada no Presídio Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na zona oeste da capital fluminense.
Monique Medeiros saiu do sistema prisional na noite de segunda-feira (23) e passou a cumprir a medida em liberdade, permanecendo em casa. A soltura foi determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri.
A magistrada acolheu pedido da defesa para relaxamento da prisão, considerando que o adiamento do julgamento poderia levar a um cenário de excesso de prazo da prisão preventiva.
O júri que analisaria o caso começou a ser organizado para ter início na segunda-feira (23), data marcada para o julgamento de Monique e de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, padrasto de Henry e também réu no processo.
O Tribunal do Júri acabou adiando a sessão após um impasse envolvendo a defesa de Jairinho. No plenário, os advogados alegaram falta de acesso ao conjunto de provas e pediram que o júri fosse transferido para outra data.
Com o pedido negado pela juíza, os cinco defensores de Jairinho deixaram o plenário. Diante da situação, o julgamento foi remarcado para 25 de maio.
A mudança de data teve impacto direto sobre a análise do tempo de prisão preventiva de Monique, ponto considerado na decisão judicial que autorizou sua saída do presídio.
Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021. De acordo com a investigação, a criança estava no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, na zona sudoeste do Rio de Janeiro.
Após o ocorrido, o menino chegou a ser levado a um hospital particular na região. Na ocasião, o casal informou que a criança teria sofrido um acidente doméstico.
O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML), porém, apontou sinais de violência. O documento registrou 23 lesões atribuídas a ação violenta, incluindo laceração no fígado e hemorragia interna.
As apurações conduzidas pela Polícia Civil concluíram que Henry teria sido submetido a um padrão de agressões e tortura, atribuído ao padrasto. Ainda segundo a investigação, Monique teria conhecimento das agressões sofridas pelo filho.
Monique e Jairinho foram presos em abril de 2021. O caso foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que apresentou a acusação formal contra ambos.
Jairinho responde por homicídio qualificado. Monique, por sua vez, responde por homicídio por omissão de socorro, por ser considerada garantidora legal da vítima, na condição de mãe.
Na denúncia, o MPRJ sustenta que, no dia do crime, Jairinho teria provocado lesões que resultaram na morte de Henry. O Ministério Público também afirma que Monique teria se omitido de sua responsabilidade de proteção e socorro, contribuindo para o desfecho fatal.
Além do episódio de março, o MPRJ menciona outras três ocorrências em fevereiro de 2021, nas quais Jairinho teria submetido Henry a sofrimento físico e mental, com emprego de violência.
Com a nova data marcada para o júri, a expectativa é que o Tribunal do Júri retome a análise do caso em 25 de maio, quando serão ouvidas as partes e apreciadas as provas reunidas durante a investigação e a instrução processual.
Com informações de Ana Cristina Campos, da Agência Brasil.
Fonte: UrbNews
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