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Ministério da Saúde Incorpora no SUS medicamento para Parkinson com demência

O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo.

21 de junho de 2024 às 20:08


Idoso / Foto: Reprodução
Idoso / Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde oficializou nesta sexta-feira (21), a incorporação da rivastigmina no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo o único medicamento registrado no país para tratar pacientes com doença de Parkinson e demência.

A decisão foi baseada em uma recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que reconheceu a eficácia do tratamento para controlar os sintomas cognitivos associados à doença. Aproximadamente 30% das pessoas com Parkinson desenvolvem demência como complicação, e até então não havia disponibilidade de tratamento medicamentoso pelo SUS para essa condição específica.

 
Idoso / Foto: Reprodução

A demência associada ao Parkinson resulta em lentidão cognitiva, déficits de atenção e memória, além de sintomas como alucinações, delírios e apatia.

"O envelhecimento da nossa população é uma realidade. A doença de Parkinson, sem cura, afeta uma parcela significativa dos brasileiros, e essas pessoas, seus familiares e cuidadores precisam do SUS para acessar tratamentos que melhorem sua qualidade de vida", afirmou Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde do Ministério da Saúde.

Doença de Parkinson

O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, após a doença de Alzheimer, que já possui tratamento com rivastigmina no SUS. Estima-se que entre 100 e 200 casos de Parkinson ocorram para cada 100 mil indivíduos com mais de 40 anos, com um aumento significativo de incidência após os 60 anos.

Atualmente, o SUS já oferece tratamentos que incluem medicamentos, fisioterapia, além de implantes de eletrodos e geradores de pulsos para estimulação cerebral, todos destinados a retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas.

A incorporação da rivastigmina representa um avanço importante no cuidado dos pacientes com Parkinson que desenvolvem demência, ampliando o acesso a tratamentos essenciais pelo sistema público de saúde no Brasil.



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