TRAGÉDIA
19 de junho de 2024 às 20:09
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul divulgou, na segunda-feira (17), que o estado registrou mais uma morte por leptospirose, elevando o total para 20 óbitos. Todos os casos fatais foram de indivíduos do sexo masculino.
O governo gaúcho alerta que as chuvas intensas que têm afetado o estado aumentam significativamente o risco de contração da leptospirose entre a população exposta às enchentes. A doença é transmitida pela água suja contaminada pela urina de ratos, onde a bactéria penetra no corpo humano através da pele ou mucosas, podendo levar à morte se não tratada a tempo.

Segundo o informe epidemiológico do Centro Estadual de Vigilância Sanitária (CEVS), foram notificados até o momento 5.439 casos suspeitos de leptospirose em todo o estado. Destes, 353 foram confirmados (6,5%), 1.255 foram descartados e 3.831 estão sob investigação. Porto Alegre lidera o número de notificações, com 1.597 casos registrados.
A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), que está apoiando as operações no Rio Grande do Sul, relatou que a leptospirose representa 3,4% do total de atendimentos realizados no estado.
Sintomas e complicações
Os sintomas iniciais da leptospirose incluem dores de cabeça e musculares, especialmente na panturrilha e lombar, além de calafrios, febre, náuseas e falta de apetite. Na fase avançada da doença, podem ocorrer hemorragia conjuntival, sensibilidade à luz (fotofobia), icterícia intensa, insuficiência renal aguda e hemorragias pulmonares.
Medidas preventivas
A SES orienta a população a evitar contato direto com águas de enchentes, lama ou esgoto contaminado. Caso seja inevitável, é recomendado o uso de luvas, botas de borracha ou sacos plásticos duplos sobre calçados e mãos. É essencial evitar o consumo de água ou alimentos que possam estar contaminados.
Procedimentos de saúde
Indivíduos que apresentarem sintomas após exposição às enchentes devem procurar imediatamente uma unidade de saúde. Casos suspeitos devem iniciar o tratamento com antibióticos o mais rápido possível, especialmente aqueles que retornaram de áreas alagadas nos últimos 30 dias. A leptospirose é uma doença de notificação compulsória, exigindo que todos os casos suspeitos sejam reportados às autoridades de saúde em até 24 horas.
A SES recomenda que amostras de sangue para diagnóstico sejam encaminhadas exclusivamente ao Laboratório Central do Estado, a partir do sétimo dia dos sintomas. A hospitalização é indicada para casos graves, visando evitar complicações e reduzir a mortalidade.
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