Troca na Economia
Por Admin
19 de março de 2026 às 21:53
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta quinta-feira (19) que Dario Durigan assumirá o Ministério da Fazenda. Ele substituirá Fernando Haddad, que deixa o comando da pasta para concorrer nas próximas eleições.
A confirmação ocorreu em São Paulo, durante a abertura da 17ª Caravana Federativa. Lula fez o anúncio de maneira informal enquanto cumprimentava autoridades e lia a lista de participantes do evento.
Ao citar o nome de Durigan, Lula pediu que ele se levantasse e o apresentou como futuro responsável pela equipe econômica. O presidente também afirmou que o novo ministro será cobrado pelos temas ligados à área fiscal e financeira.
O momento chamou atenção por ocorrer no meio da cerimônia, sem pronunciamento formal específico para a troca no ministério. Ainda assim, a fala do presidente foi tratada como a confirmação pública da mudança no comando da Fazenda.
Mais cedo, Fernando Haddad havia confirmado que deixaria o ministério após mais de três anos à frente da pasta. Ele não detalhou qual cargo pretende disputar, limitando-se a dizer que concorrerá nas próximas eleições.
Nas declarações finais como ministro, Haddad descreveu o dia como simbólico e de despedida do posto. A saída acontece em meio à expectativa de que ele anuncie uma pré-candidatura ao governo de São Paulo ainda nesta quinta-feira (19), em um evento em São Bernardo do Campo ao lado do presidente.
Durante o discurso na Caravana Federativa, Lula fez um balanço do governo e reservou parte da fala para destacar a atuação dos ministros ao longo do mandato. Ao comentar o trabalho de Haddad, o presidente enfatizou a aprovação da reforma tributária, lembrando que a proposta ficou décadas sem avançar.
Segundo Lula, o ex-ministro terá reconhecimento histórico por ter conduzido a medida no Congresso. O presidente associou o resultado à capacidade de articulação política do então titular da Fazenda.
Ao falar sobre o período no ministério, Haddad destacou iniciativas que, segundo ele, dependeram de coordenação com o Congresso Nacional e de cooperação entre União, estados e municípios. Na avaliação do ex-ministro, a reconstrução do pacto federativo foi decisiva para melhorar o ambiente econômico.
Entre as ações citadas por Haddad estão mudanças tributárias com foco em corrigir distorções e permitir crescimento com inclusão, além de medidas voltadas ao Imposto de Renda. Ele mencionou a ampliação da faixa de isenção, a tributação de rendas mais altas e o aumento de investimentos públicos como fatores relacionados à melhora de indicadores recentes.
O ex-ministro também ressaltou que parte da agenda econômica avançou graças ao apoio parlamentar e à estratégia de aproximar as políticas federais das demandas locais, envolvendo estados e municípios na implementação de programas e ajustes.
Dario Durigan é atualmente secretário executivo do Ministério da Fazenda, o cargo imediatamente abaixo do ministro. Nos últimos anos, ele se consolidou como um dos principais articuladores políticos da equipe econômica e deve manter a linha geral da agenda fiscal do governo.
Antes de se tornar número dois da pasta em 2023, Durigan atuou no setor privado. Desde 2020, trabalhou na Meta Platforms como responsável por políticas públicas do WhatsApp no Brasil, empresa que também controla Facebook e Instagram.
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre pela Universidade de Brasília (UnB), ele construiu a maior parte da carreira no serviço público antes da passagem pela área de tecnologia.
Entre 2010 e 2011, trabalhou na Advocacia-Geral da União (AGU) com foco em gestão estratégica. Depois, atuou na Casa Civil como assessor jurídico entre 2011 e 2015, durante administrações do PT.
Na sequência, integrou a equipe de Haddad na Prefeitura de São Paulo, exercendo a função de assessor especial entre 2015 e 2016. Posteriormente, seguiu na área jurídica e atuou na Consultoria Jurídica da União em São Paulo até 2020, período em que reforçou sua atuação em temas ligados ao direito público.
A escolha de Durigan ocorre em um momento de expectativa do mercado e de agentes políticos sobre a continuidade das diretrizes econômicas do governo. Por já integrar o núcleo de decisões da pasta, a tendência é de transição mais rápida, com manutenção das prioridades fiscais em curso.
A confirmação feita por Lula também reforça a estratégia de substituir Haddad por um nome da própria equipe, o que costuma reduzir incertezas internas e manter a condução técnica e política do ministério durante o período pré-eleitoral.
Com informações de Wellton Máximo, da Agência Brasil.
Fonte: UrbNews
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