Páscoa no Vaticano
Por Admin
05 de abril de 2026 às 11:11
O papa Leão XIV presidiu neste domingo (5), no Vaticano, a primeira missa de Páscoa de seu pontificado. A celebração ocorreu diante de cerca de 45 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro, tradicional ponto de encontro de peregrinos e turistas em datas religiosas importantes.
Após a liturgia, o pontífice concedeu a bênção Urbi et Orbi — expressão em latim que significa “à cidade e ao mundo”, dirigida a Roma e aos fiéis em diferentes países. No encerramento, ele também desejou uma feliz Páscoa em português, gesto que chamou a atenção do público lusófono.
A missa foi celebrada em latim e teve como eixo central a mensagem cristã da ressurreição. Na homilia de abertura, Leão XIV ressaltou o sentido de renovação associado à Páscoa, vinculando o acontecimento bíblico a uma perspectiva de esperança e transformação espiritual.
Segundo o papa, o Domingo de Páscoa marca um tempo de alegria para a fé cristã, ao recordar a vitória sobre a morte e a promessa de uma vida nova. A pregação enfatizou a dimensão de luz e recomeço, elementos frequentemente associados à liturgia pascal.
Além do caráter celebrativo, o sermão abordou temas relacionados ao cenário contemporâneo. O papa citou o sofrimento de populações vulneráveis e mencionou situações de injustiça social, indiferença e violência como sinais de um mundo em crise.
Leão XIV tem se mostrado atento às tensões internacionais e às consequências humanitárias de conflitos. Dentro dessa linha, o pontífice reforçou preocupações com a opressão dos mais pobres, a falta de cuidado com pessoas fragilizadas e o impacto da violência em diferentes regiões.
Na homilia, ele também criticou o que descreveu como abusos que atingem os mais vulneráveis e a exploração motivada por interesses econômicos. Ao tratar do tema, fez referência a práticas que, segundo ele, contribuem para o saque de recursos naturais e aprofundam desigualdades.
Ao falar sobre conflitos armados, Leão XIV voltou a demonstrar postura crítica diante da escalada de guerras. A abordagem dialoga com declarações anteriores: em março, ele afirmou que Deus não escuta as orações de líderes que incentivam guerras, em um recado direto a autoridades que, na avaliação do papa, alimentam confrontos em vez de buscar soluções diplomáticas.
Na celebração de Páscoa, o pontífice retomou o tema ao mencionar o peso da violência no cotidiano de diferentes povos. A guerra foi citada como fator de morte e destruição, em um trecho que reforçou o apelo da Santa Sé por paz e por iniciativas voltadas à proteção de civis.
Durante a homilia, Leão XIV recordou palavras do papa Francisco, seu antecessor, morto em 21 de abril de 2025. Ao recuperar a mensagem, o atual pontífice destacou a ideia de que, mesmo quando a sensação é de abandono e a realidade parece marcada por injustiças, mudanças podem surgir em meio à escuridão.
A lembrança de Francisco ocorreu em um contexto de reflexão sobre fé e esperança diante de um cenário global complexo. A menção também serviu para estabelecer uma continuidade de tom pastoral entre os pontificados, especialmente no enfoque sobre sofrimento humano, solidariedade e a necessidade de cuidado com os mais frágeis.
Depois da missa, Leão XIV pronunciou a bênção Urbi et Orbi, tradicionalmente reservada a datas emblemáticas do calendário católico, como a Páscoa e o Natal. A mensagem final reforçou o pedido de paz e bênçãos para diferentes nações e comunidades.
Ao concluir, o papa pediu que Cristo abençoe os povos e conceda paz ao mundo inteiro, encerrando a manhã pascal no Vaticano com um apelo que dialoga com o significado da data e com a agenda humanitária frequentemente destacada pela Igreja.
Fonte: UrbNews
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