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Alemanha autoriza parceria entre empresa francesa e agência nuclear russa para produção de combustível

Projeto será desenvolvido em fábrica na cidade de Lingen; governo afirma que não havia base legal para negar autorização

Por Ana Cecilia de Carvalho Paiva

23 de julho de 2026 às 08:37 ▪ Atualizado há 1 dia

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  • As autoridades alemãs aprovaram um projeto nuclear envolvendo a ANF e a Rosatom.
  • A parceria visa produzir barras de combustível para reatores nucleares de tecnologia russa.
  • O projeto será na fábrica da ANF em Lingen, Baixa Saxônia.
  • A ANF solicitou a autorização em março de 2022.
  • Inicialmente, houve resistência do governo da Baixa Saxônia, mas a legislação alemã permitiu a aprovação.
  • Não há sanções internacionais contra a Rosatom que impeçam o projeto.
  • Autoridades russas terão acesso limitado e supervisionado às instalações.
  • O projeto será reavaliado se houver riscos à segurança nacional.
  • Existe preocupação com possíveis espionagem e sabotagem.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

As autoridades da Alemanha autorizaram, nesta quarta-feira (22), um projeto nuclear envolvendo a ANF, subsidiária da empresa francesa Framatome, e a agência estatal russa de energia Rosatom. A parceria prevê a produção de barras de combustível utilizadas em reatores nucleares de tecnologia russa.

O projeto será desenvolvido na fábrica da ANF, localizada na cidade de Lingen, no estado da Baixa Saxônia. Conforme o plano aprovado, a Rosatom enviará especialistas e equipamentos para participar da produção.
O pedido de autorização havia sido apresentado pela ANF em março de 2022, pouco antes da invasão da Ucrânia pela Rússia. Na época, o ministro do Meio Ambiente da Baixa Saxônia, Christian Meyer, manifestou-se contra a iniciativa e classificou como inadequada qualquer cooperação com a agência nuclear russa.

Apesar da posição inicial, o governo estadual informou que a autorização foi concedida porque o projeto atende aos requisitos previstos na legislação alemã. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, não havia respaldo legal para rejeitar o pedido, já que a Rosatom não é alvo de sanções internacionais.

Em nota, a pasta afirmou que as decisões sobre pedidos de autorização devem seguir rigorosamente a legislação vigente e que, quando os requisitos são atendidos e os riscos podem ser controlados por medidas de segurança, a concessão da licença é obrigatória.
Como condição para a aprovação, o governo determinou que os funcionários russos só poderão acessar as instalações acompanhados por fiscais das autoridades competentes. Além disso, a autorização poderá ser revista caso sejam identificados riscos à segurança nacional.

A presença de especialistas da Rosatom na fábrica tem gerado preocupação entre autoridades alemãs, que temem possíveis ações de espionagem ou sabotagem relacionadas ao projeto.



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