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Lopes Immobilis movimenta R$ 860 mi e coloca Ceará no top 3 da LPS

A empresa cearense teve um VGV (Valor Geral de Vendas) equivalente a cerca de 72% de toda a região Nordeste

Por Admin

20 de março de 2026 às 16:13


Lopes Immobilis movimenta R$ 860 mi e coloca Ceará no top 3 da LPS

A LPS Brasil (LPSB3) divulgou nesta sexta-feira (20) seus números de 2025 e colocou o Ceará em posição de destaque dentro da operação nacional. De acordo com o balanço apresentado, o estado aparece como a terceira maior força da companhia no país, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro.

O desempenho foi impulsionado pela atuação da Lopes Immobilis, que registrou resultados relevantes no ano anterior e consolidou participação expressiva no Nordeste. O movimento reforça a leitura de que o mercado imobiliário cearense segue aquecido, mesmo em um cenário de juros elevados e disputa por espaço com outros estados da região.

Ceará vira a 3ª maior força nacional da LPS Brasil

Os dados divulgados pela LPS Brasil mostram que o Ceará subiu de patamar e passou a ocupar a terceira posição entre as praças mais relevantes para o grupo. A liderança permanece com São Paulo, seguida pelo Rio de Janeiro, enquanto o estado nordestino se consolida como o principal vetor fora do eixo Sul-Sudeste.

No recorte nacional, essa posição tem peso estratégico: além de refletir o apetite de compra e venda de imóveis, indica maturidade do mercado local e capacidade de geração de negócios em escala comparável a grandes centros.

VGV de R$ 860 milhões em 2024 e liderança no Nordeste

Segundo o levantamento, a Lopes Immobilis intermediou um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 860 milhões em 2024. Na prática, o volume representa cerca de 72% de tudo o que a companhia movimentou na região Nordeste, o que evidencia a centralidade do Ceará no desempenho regional.

O VGV é um dos principais termômetros do setor, pois reúne o montante financeiro associado às transações de imóveis intermediadas. Quando esse indicador cresce, tende a sinalizar maior liquidez, aumento de lançamentos, retomada de demanda ou combinação desses fatores.

Participação nas operações próprias e no total do grupo

Além de dominar a parcela nordestina, o resultado também ganhou relevância no mapa nacional. O volume de negócios do Ceará correspondeu a 17,4% das operações próprias da Lopes no Brasil, conforme os números divulgados.

Quando entram na conta as operações totais da empresa — incluindo a rede de franquias — a participação do Ceará ficou próxima de 7%. O dado mostra que, mesmo em uma estrutura ampla e distribuída por diversos estados, a praça cearense segue como um dos pilares do grupo.

Rede de franquias e capilaridade: 163 lojas no país

No modelo de atuação da LPS Brasil, as franquias também têm papel relevante para alcance e presença regional. A companhia informou que conta com 163 unidades franqueadas espalhadas pelo território nacional.

Esse formato amplia a capilaridade e permite que o desempenho de uma praça seja observado em comparação com diferentes mercados. Dentro desse contexto, o Ceará se destaca por gerar volume expressivo de negócios, mesmo diante de concorrência regional e da diversidade de praças atendidas pela rede.

Por que o mercado imobiliário cearense segue em expansão

O avanço do setor no Ceará ocorre em um ambiente desafiador para crédito, marcado por taxas de juros oficiais elevadas, que costumam encarecer financiamentos e reduzir a velocidade de decisão de compra. Ainda assim, os números divulgados indicam que a dinâmica local tem sustentado crescimento e atraído operações robustas.

Entre os fatores que ajudam a explicar esse desempenho estão a evolução do mercado, a ampliação de oportunidades e a competitividade do estado em relação a outros polos do Nordeste. O resultado é um cenário em que empresas do setor conseguem expandir participação, mesmo com obstáculos macroeconômicos.

Com o Ceará consolidado como terceira força nacional da LPS Brasil, a expectativa é que o estado siga como peça-chave na estratégia da companhia, influenciando metas, investimentos e presença comercial nos próximos ciclos do mercado imobiliário.

Fonte: UrbNews



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