Apoio humanitário
Por REDAÇÃO
27 de julho de 2026 às 19:59 ▪ Atualizado há 1 hora
A Defesa Civil do Estado intensificou a resposta ao temporal que atingiu municípios do noroeste paulista na última sexta-feira (24). Ao longo da operação, foram entregues cerca de 11,5 mil itens de ajuda humanitária para atender famílias impactadas por destelhamentos, quedas de árvores e prejuízos em residências e serviços essenciais.
A quarta remessa de materiais teve como destino a cidade de Dumont. Entre os itens encaminhados estão cestas básicas, colchões, cobertores, água potável e outros suprimentos considerados essenciais para o atendimento emergencial.
Além dos itens de primeira necessidade, a operação estadual também enviou 6 mil telhas, direcionadas à recuperação imediata de moradias que tiveram os telhados danificados pela força do vento e da chuva.
Outra frente do trabalho é o reforço no abastecimento de água. Para isso, foram disponibilizados 11 caminhões-pipa, com o objetivo de atender os municípios onde o fornecimento foi comprometido após o temporal.
O atendimento emergencial está concentrado em Dumont, Guariba, Pradópolis, Ribeirão Preto e Taquaritinga. Nesses locais, o temporal deixou um rastro de transtornos, como interrupções no fornecimento de energia, vias bloqueadas por árvores e destelhamentos em diferentes bairros.
Até o momento, quatro municípios da região decretaram situação de emergência. Ribeirão Preto, apesar de ser a maior cidade atingida, ainda não estava entre as que haviam formalizado o decreto, conforme informações divulgadas no balanço mais recente.
Com a evolução do cenário, as prefeituras seguem como linha de frente no suporte aos moradores e já indicam a necessidade de recursos adicionais para ampliar a assistência e avançar na reconstrução.
No fim de semana após o temporal, a região recebeu visitas de autoridades. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, esteve no sábado (25) nos municípios impactados. Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou a área no domingo (26).
As agendas ocorreram em meio ao levantamento dos danos e ao encaminhamento de medidas de resposta, incluindo apoio humanitário e ações emergenciais de infraestrutura.
Técnicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado apontaram a zona rural de Taquaritinga como o ponto com maiores consequências para o setor agrícola. O diagnóstico preliminar indica perdas em estufas, lavouras e pomares, além de danos a estruturas de propriedades rurais, o que pode afetar a capacidade produtiva no curto prazo.
Também foram relatados impactos em áreas de cana-de-açúcar, em estoques de amendoim e em estruturas produtivas nas regiões de Ribeirão Preto e Jaboticabal, segundo o levantamento técnico.
No caso de Guariba, o isolamento relatado após o vendaval ainda impedia, até o último balanço, uma estimativa completa sobre o tamanho do prejuízo na agricultura local.
Em Ribeirão Preto, a prefeitura calcula que os gastos já chegam a R$ 21,15 milhões, considerando apenas os serviços emergenciais executados após a tempestade. O valor inclui limpeza e retirada de resíduos, recolhimento de massa verde, lavagem de ruas, praças e áreas públicas, além de corte, poda e destocamento de árvores.
A estimativa também contempla ações como extração de troncos e desobstrução de vias, necessárias para restabelecer a circulação e reduzir riscos em pontos atingidos por quedas de árvores e galhos.
Os números foram informados à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil em um documento no qual o município pede o reconhecimento da situação de emergência e apoio financeiro para a reconstrução.
Em nota, a administração municipal detalhou que as solicitações incluem recursos para programas habitacionais voltados à recuperação de casas atingidas, reconstrução de infraestrutura urbana, recuperação de equipamentos públicos e suporte a serviços essenciais, como a rede de energia elétrica.
De acordo com a estimativa da cidade, o temporal provocou a queda de centenas de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia, comprometimento do abastecimento de água, interdições viárias e danos a equipamentos públicos. Também foi registrada uma vítima fatal.
Enquanto as equipes seguem nas ruas para normalizar serviços e reduzir riscos, o cenário ainda exige monitoramento e novas ações de assistência para as famílias afetadas, especialmente nos municípios com maior número de ocorrências e danos estruturais.
Fonte: Agência Brasil
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