Bem-estar animal
Por Admin
14 de março de 2026 às 20:33
O cantor e compositor sertanejo Zezé di Camargo usou as redes sociais nesta sexta-feira (13) para apresentar os animais que, segundo ele, foram retirados de um abatedouro clandestino. No vídeo gravado em sua fazenda, em Goiás, o artista diz que os cavalos estavam em situação de maus-tratos e que, agora, vivem em segurança no local.
De acordo com Zezé, o resgate ocorreu em março de 2025. Ele relatou que os equinos teriam sido encontrados em um ponto considerado ilegal, onde haveria sacrifício sem fiscalização e risco de comercialização irregular da carne.
Nas imagens, o cantor aparece caminhando pela propriedade e mostrando alguns dos animais. Ele afirma que os cavalos estavam destinados ao abate e critica a ideia de colocar esse tipo de carne no mercado, especialmente, segundo seu relato, por se tratar de uma prática clandestina.
O artista também descreve o estado em que os equinos teriam sido localizados. No vídeo, ele menciona que havia sinais de sofrimento físico, ferimentos e desgaste, compatíveis com abandono e falta de cuidados básicos.
A publicação repercutiu entre fãs e seguidores, que comentaram sobre a importância de ações de resgate e de denúncias relacionadas a crimes ambientais e de maus-tratos a animais.
Segundo o próprio Zezé di Camargo, os animais estavam debilitados quando foram encontrados por sua equipe. Ele relata que havia machucados e indícios de que os cavalos não recebiam alimentação adequada.
O cantor descreve a cena como um quadro de sofrimento, reforçando que os equinos estariam em fase avançada de idade e, ainda assim, seriam levados ao abate para gerar lucro. A denúncia levantada no vídeo cita, ainda, a possibilidade de venda fraudulenta da carne.
O caso chama atenção para um problema recorrente em áreas rurais: a atuação de estruturas ilegais voltadas ao abate, sem acompanhamento sanitário e sem garantias de rastreabilidade. Além do risco aos animais, práticas desse tipo podem representar ameaça à saúde pública quando há circulação de produtos sem controle.
Ainda na gravação, Zezé afirma que, após o resgate, os cavalos passaram por avaliação veterinária. Ele diz que foram realizados exames e seguidos protocolos de saúde, antes de os animais serem integrados ao espaço onde vivem atualmente.
O cantor acrescenta que os equinos agora recebem cuidados regulares, com acesso constante a alimentação e área para circulação. No vídeo, ele destaca que a fazenda oferece estrutura e espaço suficientes para a recuperação e o bem-estar dos animais.
Ao mostrar o local, o artista afirma estar satisfeito com a evolução dos cavalos e com o ambiente preparado para eles. Ele define a propriedade como um “santuário”, indicando que a intenção é garantir qualidade de vida aos animais resgatados.
A divulgação do caso reacende o debate sobre maus-tratos a equinos e sobre a existência de abatedouros clandestinos. Além de crime, a prática pode envolver transporte inadequado, falta de água e comida, lesões e manejo cruel, segundo alertas recorrentes de especialistas e autoridades em operações do tipo.
Embora o vídeo não detalhe procedimentos oficiais nem cite responsáveis, o relato destaca um ponto central: a ausência de fiscalização e a possibilidade de comercialização irregular. Esse tipo de denúncia costuma depender de investigação e de apuração por órgãos competentes para confirmação das circunstâncias e responsabilização.
Ao final da publicação, Zezé reforça que os animais permanecem em sua fazenda, em Goiás, e que o objetivo é mantê-los protegidos e bem cuidados. A mensagem conclui com tom de alívio e satisfação, ao mostrar os cavalos já em melhores condições.
Fonte: UrbNews
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