Superação e fisioterapia
Por Admin
14 de março de 2026 às 16:14
A ex-ginasta Laís Souza chamou a atenção nas redes sociais ao publicar, nesta sexta-feira (13), um vídeo em que aparece em pé durante um exercício de sua rotina de fisioterapia. A atividade é realizada com apoio de equipamentos e acompanhamento de um profissional, parte do processo de reabilitação que ela mantém desde o acidente que sofreu em 2014.
Na publicação, Laís detalhou por que considera esse movimento um dos mais relevantes do seu dia a dia. Segundo ela, permanecer em pé, mesmo por tempo limitado, tem reflexos diretos no funcionamento do corpo e ajuda a enfrentar impactos comuns após uma lesão medular.
Ao explicar o objetivo do treino, Laís destacou que a postura em pé favorece a circulação sanguínea e estimula articulações que, com a redução de mobilidade, tendem a ficar menos ativas. A ex-atleta também apontou ganhos respiratórios, afirmando que a posição contribui para ampliar a capacidade pulmonar.
Ela ainda citou efeitos sobre a saúde óssea, outro ponto frequentemente acompanhado em processos de reabilitação prolongados. De acordo com o relato, a prática auxilia, inclusive, no funcionamento intestinal, que pode ficar mais lento em pessoas com lesão na medula.
O vídeo mostra Laís utilizando suportes que ajudam a sustentar o corpo e, ao mesmo tempo, favorecem o fortalecimento muscular ao longo das sessões. A presença de um fisioterapeuta dá suporte e segurança durante a execução.
Na legenda, Laís contou que ficou cerca de dois meses afastada do acompanhamento fisioterapêutico e disse ter percebido rapidamente as consequências da pausa. Entre os efeitos, mencionou maior lentidão do intestino e a dificuldade de manter os avanços obtidos com o treinamento regular.
Ela também relatou perda de massa muscular, explicando que vinha construindo esse ganho com o auxílio de eletroestimulação — técnica que integra sua rotina e que, segundo ela, é indispensável no processo.
O depoimento reforçou a importância da constância no tratamento, especialmente em reabilitações de longo prazo, nas quais pequenas interrupções podem representar retrocessos sensíveis.
Laís afirmou que mantém o exercício como parte fixa do seu cronograma. De acordo com ela, a atividade acontece duas vezes por semana e dura em torno de 30 minutos em pé, respeitando os limites do próprio corpo.
A ex-ginasta explicou que consegue permanecer alguns minutos na posição, mas precisa monitorar sinais como queda de pressão. Quando percebe esse tipo de oscilação, ela recorre a pequenos saltos no jumping para estimular o fluxo sanguíneo e ajudar a pressão a se estabilizar.
O relato mostra como o treino é adaptado para oferecer benefícios sem colocar a atleta em risco, combinando acompanhamento profissional, equipamentos e ajustes durante a execução.
Dois dias antes do vídeo, na quarta-feira (11), Laís já havia compartilhado uma foto em que aparecia em pé sem o auxílio direto de um profissional. Assim como no novo registro, ela utilizava recursos de suporte voltados à sustentação corporal.
As publicações, próximas uma da outra, foram interpretadas pelos seguidores como sinal de evolução na reabilitação. Os comentários destacaram principalmente a disciplina e a persistência da ex-ginasta.
As imagens geraram forte engajamento, com elogios e mensagens de apoio. Uma seguidora descreveu Laís como exemplo de superação. A repercussão também chegou a nomes conhecidos: o cantor Péricles comentou demonstrando orgulho e parabenizando o esforço diário da atleta.
Desde o acidente, Laís costuma dividir etapas da reabilitação e da rotina com o público. O conteúdo, além de mostrar o processo, costuma levantar discussões sobre acessibilidade, fisioterapia, reabilitação e as diferentes estratégias para melhorar qualidade de vida após uma lesão.
Laís Souza sofreu uma lesão grave na coluna cervical em 2014, durante um treinamento de esqui aéreo nos Estados Unidos. Após o acidente, ela ficou tetraplégica e passou a seguir um plano contínuo de reabilitação.
Ao longo dos anos, a ex-ginasta transformou as redes sociais em um espaço para registrar avanços, desafios e aprendizados do tratamento. O vídeo mais recente, em que aparece em pé durante a fisioterapia, se soma a esse histórico e reforça a importância da continuidade das terapias e do acompanhamento especializado.
Fonte: UrbNews
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