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Ratinho é criticado por falas transfóbicas sobre Erika Hilton no SBT

Ratinho é acusado de transfobia ao dizer que Erika Hilton ‘não é mulher’ e é processado no MP

Por Admin

12 de março de 2026 às 11:36


Ratinho é criticado por falas transfóbicas sobre Erika Hilton no SBT

O apresentador Carlos Massa, o Ratinho, virou alvo de críticas nas redes sociais após declarações consideradas transfóbicas sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante seu programa ao vivo no SBT, exibido na quarta-feira (11). As falas circularam rapidamente online e provocaram reações de espectadores, ativistas e parlamentares.

Entre as manifestações políticas, a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) afirmou publicamente que tomou medidas contra o apresentador. “Acionei o Ministério Público e processei esse criminoso”, declarou, em referência ao conteúdo exibido na TV.

O que Ratinho disse sobre Erika Hilton

No programa, Ratinho comentou a escolha de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ao questionar a decisão, o apresentador afirmou que o posto deveria ser ocupado por uma mulher e negou que a parlamentar trans se enquadrasse nessa condição.

Na sequência, ele associou a ideia de “ser mulher” a características biológicas, citando útero, menstruação e parto, enquanto colocava em dúvida a capacidade de Erika Hilton de compreender “problemas e desafios” enfrentados por mulheres que nasceram do sexo feminino. Apesar de dizer que não teria “nada contra” a deputada, manteve o tom de contestação à presença dela no comando do colegiado.

Reação nas redes sociais e cobranças por punição

As declarações do apresentador impulsionaram uma onda de indignação nas redes sociais, com usuários cobrando responsabilização. Comentários críticos apontaram que as falas foram feitas em rede nacional, em um programa exibido por uma emissora que opera por concessão pública.

Entre as postagens que repercutiram, o comunicador e influenciador Jones Manoel escreveu que Ratinho seria “viciado em cometer crimes usando uma concessão pública”. Outros usuários também criticaram o foco do apresentador em atacar uma parlamentar trans em um contexto de aumento da violência contra mulheres no país.

A mobilização online incluiu pedidos para que autoridades acompanhem o caso e para que patrocinadores e a emissora se posicionem. Até o momento, o texto original não informa uma resposta oficial do SBT ou do apresentador sobre eventuais medidas após a repercussão.

Duda Salabert diz ter acionado o Ministério Público

Além da repercussão espontânea entre internautas, o episódio ganhou contornos institucionais com a declaração de Duda Salabert. A parlamentar afirmou que acionou o Ministério Público e entrou com ação contra Ratinho, classificando as falas como criminosas.

A fala de Duda Salabert ocorreu no mesmo dia em que o tema dominou debates online, reforçando a pressão por apuração e possíveis consequências legais. O caso se soma a discussões mais amplas sobre discurso de ódio, transfobia e os limites da liberdade de expressão em meios de comunicação.

Erika Hilton assume comissão e faz marco histórico

Na quarta-feira (11), Erika Hilton tomou posse como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, tornando-se a primeira mulher trans a liderar o colegiado. A comissão é responsável por discutir e acompanhar propostas relacionadas a direitos, proteção e políticas públicas voltadas às mulheres.

Segundo informações citadas no texto original, a deputada pretende concentrar a atuação em pautas que ampliem direitos e considerem a diversidade das mulheres brasileiras, contemplando diferentes realidades sociais. A escolha da parlamentar para a presidência foi interpretada por apoiadores como um avanço na representação e, por críticos, como motivo de contestação — contexto em que se inseriram as falas do apresentador.

Debate público sobre transfobia e representatividade

O episódio reacendeu discussões sobre representatividade de mulheres trans em espaços institucionais e sobre a disseminação de falas transfóbicas em veículos de grande audiência. Especialistas e movimentos de direitos humanos frequentemente apontam que esse tipo de discurso pode reforçar estigmas e ampliar a vulnerabilidade de pessoas trans.

A repercussão também evidencia como decisões do Legislativo, especialmente em comissões temáticas, têm impacto direto no debate público e podem se tornar alvo de disputas simbólicas. No caso, a presidência do colegiado voltado aos direitos das mulheres passou a ser o centro de uma controvérsia nacional envolvendo televisão aberta, redes sociais e atores políticos.

Enquanto as reações seguem nas plataformas digitais e na esfera política, o caso deve continuar em evidência diante da declaração de medidas judiciais e da pressão por posicionamentos oficiais sobre o conteúdo exibido em rede nacional.

Fonte: UrbNews



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