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Impostos na mira

Família Poncio nega dívida de R$ 3 bi e diz que inclusão foi indevida

A origem das dívidas está ligada, principalmente, a empresas do setor de tabaco associadas ao grupo

Por Admin

04 de abril de 2026 às 17:30


Família Poncio nega dívida de R$ 3 bi e diz que inclusão foi indevida

A família Poncio voltou ao centro das atenções após vir a público a informação de uma dívida tributária que se aproxima de R$ 3 bilhões junto à União. A repercussão ganhou força nas redes sociais e levou o pastor Márcio Poncio a se pronunciar, negando que os valores sejam de responsabilidade do grupo familiar.

De acordo com registros atribuídos à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), os débitos aparecem vinculados a empresas relacionadas ao entorno empresarial associado à família. Entre os nomes citados nos levantamentos, a deputada estadual Sarah Poncio surge com a maior parcela: cerca de R$ 1,7 bilhão, o que representa mais da metade do total mencionado.

O que apontam os registros da PGFN

As informações divulgadas indicam que a maior parte da cobrança está ligada a companhias do setor de tabaco conectadas ao grupo empresarial associado à família. Nos registros, são mencionados tributos federais e contribuições que costumam incidir sobre a atividade, além de acréscimos legais.

Entre os impostos e contribuições citados como base do passivo aparecem IPI, Cofins, Imposto de Renda e PIS. O montante também incluiria juros acumulados ao longo dos anos, fator que costuma elevar significativamente o total em cobranças tributárias de longa duração.

Márcio Poncio contesta e diz que dívida não é da família

Em declaração publicada em suas redes sociais, Márcio Poncio afirmou que a família não reconhece a cobrança como legítima e sustenta que seus integrantes foram incluídos de maneira indevida nos cadastros fiscais. Segundo ele, o caso ainda não foi encerrado e não existe decisão definitiva que confirme a responsabilização dos citados.

O pastor também alegou que a inclusão dos nomes é questionada na Justiça. No pronunciamento, ele afirmou que a contestação envolve justamente a tentativa de vincular pessoas físicas a obrigações que estariam em nome de empresas, ponto frequentemente debatido em disputas tributárias quando há suspeita de confusão patrimonial ou responsabilidade de gestores.

Sarah Poncio aparece com a maior parte do valor

Um dos trechos que mais gerou repercussão foi a indicação de que Sarah Poncio aparece relacionada a aproximadamente R$ 1,7 bilhão do total. Márcio Poncio usou esse dado para reforçar o argumento de que haveria equívoco, afirmando que parte dos fatos ocorreram quando a filha ainda era menor de idade.

A menção à idade, segundo ele, reforçaria a tese de que a inclusão seria inadequada, já que a vinculação a eventos empresariais e responsabilidades tributárias pode depender de participação formal, gestão e outros elementos que, em regra, não se aplicam a menores.

Processo está suspenso e aguarda decisão sobre IDPJ, diz nota

De acordo com a manifestação citada por Márcio Poncio, a discussão judicial envolve um Incidente de Desconsideração da Personalidade Jurídica (IDPJ). Esse instrumento é utilizado para avaliar, em determinadas circunstâncias, se pessoas físicas podem ser responsabilizadas por obrigações atribuídas a uma empresa.

Na versão apresentada pela defesa, o andamento do caso estaria atualmente suspenso, aguardando julgamento do incidente. Ainda segundo a nota mencionada, não haveria, até o momento, decisão final que justificasse a inserção dos nomes da família como corresponsáveis pelos débitos.

Entenda o contexto da cobrança e a repercussão

A divulgação de dívidas tributárias de alto valor costuma ganhar destaque por envolver, além do impacto financeiro, discussões sobre responsabilidade empresarial, disputas judiciais e transparência de registros públicos. No caso, a cifra bilionária e a associação a um grupo familiar conhecido elevaram o interesse do público.

Ao mesmo tempo, especialistas observam que a existência de um registro de débito não significa necessariamente condenação definitiva, já que cobranças podem ser contestadas, parceladas, suspensas por decisão judicial ou até anuladas dependendo do desfecho processual. A própria família, por meio do pastor, reforçou que o tema ainda está sob análise do Judiciário.

Até a última atualização das declarações públicas citadas, a posição do pastor Márcio Poncio é a de que os valores não pertencem à família e que a associação dos nomes aos débitos decorre de inclusão indevida, que estaria sendo contestada judicialmente.

Fonte: UrbNews



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