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Beth Goulart fala sobre viver Maria na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

A atriz destacou que interpretar a mãe de Jesus exige profunda entrega emocional, principalmente por retratar a dor da perda de um filho

Por Admin

04 de abril de 2026 às 18:17


Beth Goulart fala sobre viver Maria na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém

A atriz Beth Goulart, em cartaz como Maria no espetáculo Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, em Pernambuco, afirmou que a personagem carrega uma potência feminina capaz de dialogar com diferentes realidades e gerações. Em entrevista ao g1, ela descreveu Maria como um símbolo que atravessa fronteiras por reunir fé e maternidade em uma mesma figura.

Montada na cidade-teatro de Nova Jerusalém, a encenação é reconhecida como o maior teatro ao ar livre do mundo. A grandiosidade da produção, porém, não diminui o aspecto íntimo do papel: para Beth, interpretar a mãe de Jesus exige uma entrega emocional intensa, especialmente por tocar no luto de uma mãe — um dos sentimentos mais extremos da experiência humana.

Maria como símbolo universal e força feminina

Na avaliação da atriz, Maria ultrapassa a dimensão religiosa e se torna uma representação ampla de coragem e resistência. Ela afirma que a personagem também traduz a capacidade de sustentar a esperança mesmo diante do sofrimento, sem perder a ternura.

Beth destacou que a trajetória de Maria está ligada a uma ideia de propósito: a aceitação de uma missão maior, mesmo quando essa missão envolve perdas profundas. Para ela, a santa não é apenas um retrato da maternidade, mas um exemplo de resiliência, de permanência e de fé quando tudo parece desmoronar.

O desafio emocional de interpretar a mãe de Jesus

Segundo Beth Goulart, viver Maria em cena exige mais do que técnica de atuação. A atriz explicou que o papel pede conexão com uma dor que é ao mesmo tempo particular e coletiva: o sentimento de perder um filho e, ainda assim, seguir adiante.

Essa carga dramática é um dos eixos do espetáculo, que encena episódios marcantes da narrativa cristã. Para Beth, o processo de construir a personagem acaba trazendo também um exercício de reflexão — sobre como lidar com o sofrimento, como acolher o outro e como manter a fé em momentos de fragilidade.

Reflexões sobre amor, empatia e simplicidade

Além da trama, a atriz conta que a experiência no palco a faz revisitar mensagens atribuídas a Jesus, como o convite à compaixão e à simplicidade. Ela afirmou que a história encenada ajuda a lembrar o público da importância de praticar o amor no cotidiano e de reforçar valores como empatia e solidariedade.

Na visão de Beth, a trajetória apresentada no espetáculo funciona como um lembrete sobre a necessidade de relações mais humanas. A personagem Maria, nesse contexto, se torna uma ponte emocional para que a plateia se reconheça na história e reflita sobre escolhas e atitudes.

Cena da Pietá está entre os momentos mais marcantes

Entre as passagens mais simbólicas, Beth Goulart citou a Pietá — imagem conhecida por retratar Maria com o corpo de Jesus após a crucificação. No espetáculo de Nova Jerusalém, a cena ganha peso dramático por sintetizar a dimensão do luto e, ao mesmo tempo, a espiritualidade associada à personagem.

Para a atriz, esse momento concentra a intensidade do papel: é quando a dor se torna visível e o público é levado a encarar o sofrimento de forma direta. Ao mesmo tempo, a Pietá também expressa um sentido de entrega e de transcendência, elementos que Beth considera fundamentais para compor Maria.

Elenco reúne Dudu Azevedo, Carlo Porto e Marcelo Serrado

A temporada deste ano conta com nomes conhecidos do público. Dudu Azevedo interpreta Jesus. Carlo Porto assume o papel de Herodes. Marcelo Serrado dá vida a Pilatos.

No total, a produção mobiliza cerca de 450 atores e figurantes. A estrutura inclui diversos palcos distribuídos pela cidade-teatro, que recria espaços e cenários inspirados no período histórico em que a narrativa se passa. A montagem é conhecida pela escala grandiosa e por reunir recursos cênicos que ampliam a experiência do público ao ar livre.

Maior teatro ao ar livre do mundo e um clássico da Semana Santa

A Paixão de Cristo de Nova Jerusalém é um dos eventos culturais mais tradicionais do calendário da Semana Santa no Brasil e atrai espectadores de diferentes regiões. A combinação de grande elenco, cenografia extensa e encenação em múltiplos ambientes transforma a apresentação em um marco do turismo cultural e religioso em Pernambuco.

Para Beth Goulart, participar do projeto é também uma oportunidade de provocar reflexão fora dos limites do palco. Ao afirmar que Maria representa “todas as mulheres”, a atriz reforça a leitura de uma personagem que, para além do contexto bíblico, pode ser compreendida como expressão de força, acolhimento e fé diante das perdas.

Fonte: UrbNews



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