Saúde pública
Por Admin
16 de março de 2026 às 19:54
O Governo do Ceará confirmou o segundo caso de mpox em 2026 no Estado. A atualização consta na plataforma IntegraSUS, que também aponta outras oito notificações suspeitas em processo de investigação.
O primeiro caso confirmado neste ano foi divulgado em 9 de março e ocorreu em Fortaleza. Sobre o segundo paciente, não há, até o momento, informação pública indicando o município de residência ou de atendimento.
Com a nova confirmação, o Ceará passa a contabilizar dois diagnósticos positivos de mpox em 2026. Paralelamente, as oito ocorrências suspeitas seguem sob análise, etapa que envolve avaliação clínica, checagem epidemiológica e confirmação laboratorial.
No cenário nacional, o Ministério da Saúde informa que o Brasil acumula 149 casos confirmados e 539 registros ainda classificados como suspeitos. A maior concentração de confirmações permanece na região Sudeste, que reúne 122 diagnósticos positivos.
Os números reforçam a necessidade de vigilância ativa nos estados, especialmente para identificação rápida de pacientes, monitoramento de contatos e orientação sobre medidas de prevenção em serviços de saúde e na comunidade.
A mpox é provocada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. Trata-se de uma infecção viral zoonótica, ou seja, que pode circular entre animais e humanos.
A transmissão para pessoas pode ocorrer por contato com indivíduos infectados, além de exposição a objetos e superfícies contaminadas. Também há possibilidade de infecção por contato com animais silvestres infectados, conforme descrito em materiais técnicos sobre a doença.
Por isso, profissionais de saúde reforçam que a atenção deve ser redobrada em situações de risco, como convivência próxima com casos suspeitos ou confirmados e manuseio de itens potencialmente contaminados.
Atualmente, não há uma medicação específica disponível para a mpox, de acordo com as informações divulgadas. Assim, o atendimento médico é direcionado para o controle dos sintomas e para o suporte clínico, conforme a condição de cada paciente.
Esse acompanhamento pode incluir orientações para manejo de febre e dor, cuidados com lesões e avaliação de sinais que indiquem necessidade de assistência em unidade de saúde, seguindo protocolos definidos pelas autoridades sanitárias.
No ano passado, o Ceará registrou 69 notificações relacionadas à mpox. Desse total, 13 casos foram confirmados e 56 acabaram descartados após investigação.
O balanço anterior é utilizado como referência para o planejamento de ações de vigilância, organização de fluxos de atendimento e capacitação de equipes, especialmente diante da identificação de novos registros em 2026.
As recomendações de prevenção destacadas incluem evitar contato próximo com pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado de mpox. Outra medida central é a higiene frequente das mãos com água e sabão.
O uso de máscara de proteção também é indicado em situações consideradas de maior risco, como ambientes com possibilidade de exposição a pessoas sintomáticas ou durante atendimentos em serviços de saúde.
A Secretaria da Saúde do Ceará informou que mantém o compromisso de realizar vigilância e investigação contínuas. O objetivo, segundo o posicionamento, é garantir diagnósticos ágeis, assistência qualificada aos pacientes e aplicação rigorosa das medidas preventivas nas unidades de saúde.
Enquanto as suspeitas seguem em apuração, as autoridades de saúde recomendam que qualquer pessoa com sintomas compatíveis procure orientação médica e siga as medidas de proteção para reduzir o risco de transmissão.
Fonte: UrbNews
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