Bastidores do empate
Por Admin
02 de abril de 2026 às 14:08 ▪ Atualizado há 1 semana
Depois do empate com a Ponte Preta na noite de quarta-feira (1º), o técnico Mozart detalhou a lógica por trás das mudanças feitas durante a partida e explicou por que o jovem Melk não foi acionado no segundo tempo. O treinador também voltou a falar sobre a expulsão do volante Lucas Lima ainda antes do intervalo, lance que, segundo ele, alterou completamente o plano traçado para o confronto.
Ao comentar as substituições, Mozart afirmou que buscou aumentar o ritmo da equipe em um jogo que passou a exigir mais força física e mobilidade. No decorrer da partida, ele optou por colocar em campo Alano, Matheusinho, Giulio, Sánchez e Alex Silva.
Na avaliação do comandante, a escolha teve relação direta com a necessidade de intensidade e com o encaixe tático que o duelo pedia naquele momento. Mozart citou, em especial, a entrada de atletas capazes de pressionar mais alto e sustentar o volume de jogo.
O treinador também revelou que vem trabalhando uma adaptação em Giulio, pensado como uma alternativa para atuar como centroavante com maior movimentação, fugindo do papel fixo na área. A ideia, segundo ele, é ganhar dinâmica no ataque e ampliar as possibilidades de criação.
Na leitura de Mozart, as alterações surtiram efeito e ajudaram o time a buscar o resultado. Ele sustentou que, após as trocas, a equipe conseguiu reagir e teve momentos em que ficou mais próxima de virar a partida do que a Ponte Preta de voltar a ficar à frente no placar.
Uma das dúvidas após o apito final foi a ausência de Melk entre os acionados no banco. Mozart explicou que a utilização do jovem estava prevista, mas acabou ficando em segundo plano por dois motivos: o desgaste recente do atleta e a mudança de contexto provocada pelo cartão vermelho.
De acordo com o técnico, Melk vinha de uma sequência pesada, tendo atuado por cerca de 80 minutos na derrota para o Retrô, pela Copa do Nordeste. Com o calendário apertado e a necessidade de equilibrar rendimento e condição física, a comissão técnica avaliou que seria preciso cautela.
Além disso, a expulsão de Lucas Lima no fim do primeiro tempo obrigou a equipe a reformular a estratégia. Com um jogador a menos por boa parte do jogo, as substituições passaram a priorizar características físicas específicas, como maior capacidade de recomposição e intensidade para sustentar o desgaste defensivo.
Mozart indicou que, diante dessas circunstâncias, o plano inicial precisou ser adaptado. Na prática, a escolha foi por peças que pudessem responder melhor ao novo desenho tático e ao cenário de maior exigência atlética.
Outro tema abordado pelo treinador foi a expulsão do volante Lucas Lima, que ocorreu ainda na etapa inicial. Mozart deixou claro que discordou da decisão e classificou a punição como exagerada.
Na visão do comandante, a arbitragem adotou um critério rígido no lance que resultou no cartão vermelho. Ele também mencionou um episódio envolvendo Potker e Richardson como um momento que, na sua opinião, poderia ter recebido uma análise mais profunda com o auxílio do VAR.
Com a inferioridade numérica, o time teve de reorganizar o posicionamento, ajustar linhas e administrar o desgaste ao longo do segundo tempo. Para Mozart, esse foi um fator decisivo para o desenrolar do confronto e para as escolhas feitas no banco de reservas.
Após o empate com a Ponte Preta e as explicações sobre as decisões tomadas durante a partida, a equipe já volta as atenções para o próximo desafio. O time enfrenta o Cuiabá no sábado (4), às 18h.
A expectativa é de que a comissão técnica avalie a condição física do elenco ao longo da semana para definir a formação e o plano de jogo, especialmente após um confronto marcado por expulsão e necessidade de ajustes emergenciais.
Com o calendário exigente, Mozart indicou que o gerenciamento de minutos e o perfil das substituições devem seguir como elementos centrais na preparação, buscando equilibrar intensidade, desempenho e recuperação dos atletas.
Fonte: UrbNews
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