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Ream reduz preço da gasolina às distribuidoras no Amazonas

A medida entrou em vigor na última quarta (25) e representa uma queda de R$ 0,35 em comparação ao valor anterior

Por Admin

26 de março de 2026 às 11:10


Ream reduz preço da gasolina às distribuidoras no Amazonas

A Refinaria da Amazônia (Ream) anunciou uma redução no preço da gasolina vendida às distribuidoras no Amazonas. A mudança passou a valer na última quarta-feira (25) e ocorre após uma sequência de quatro reajustes de alta ao longo do mês.

Segundo os valores informados, o corte representa uma diminuição de R$ 0,35 por litro em relação ao preço praticado anteriormente. Este é o quinto ajuste registrado no mês, sendo a primeira vez em que o movimento ocorre para baixo.

A expectativa do mercado é que a queda no valor cobrado das distribuidoras contribua para aliviar o preço final ao consumidor. Ainda assim, a própria refinaria ressalta que o repasse nas bombas depende das decisões comerciais de cada posto de combustíveis.

Novos preços da gasolina para distribuidoras

Com o reajuste, as distribuidoras passaram a pagar R$ 3,96 por litro na modalidade EXA (Entrega a Serviço da Compradora). Nessa modalidade, a retirada do combustível é feita pela distribuidora, que assume custos, responsabilidades e riscos do transporte.

Já na modalidade LPA (Livre para o Armazém), o litro caiu de R$ 4,32 para R$ 3,97. Nesse formato, a entrega é realizada pela refinaria e o valor do frete já está incluído no preço final cobrado da compradora.

Na prática, as duas opções se diferenciam principalmente pela logística. O modelo EXA tende a variar conforme a operação de transporte organizada pela distribuidora, enquanto o LPA embute a entrega no pacote, o que pode influenciar o custo total conforme a localização e as condições de abastecimento.

Quinto reajuste do mês e primeira queda após altas

A alteração anunciada pela Ream se destaca por interromper um ciclo recente de aumentos. O mercado vinha acompanhando quatro elevações consecutivas, o que pressionou o custo do combustível para a cadeia de distribuição e reforçou a preocupação com o repasse ao consumidor.

Com a redução agora registrada, o cenário abre espaço para uma possível correção nos preços praticados nos postos. Porém, o comportamento do varejo costuma variar de acordo com fatores como estoque comprado a valores anteriores, concorrência local, despesas operacionais e estratégias comerciais.

Por isso, embora a queda na refinaria seja um indicativo relevante, ela não determina automaticamente quanto o motorista vai pagar na bomba nos dias seguintes.

O que pode influenciar o preço na bomba no Amazonas

A Ream informou que, apesar do corte no valor às distribuidoras, o preço final ao consumidor dependerá das políticas adotadas pelos postos de combustíveis. Em outras palavras, o repasse pode acontecer em velocidades diferentes de cidade para cidade e até entre estabelecimentos da mesma região.

Entre os principais fatores que influenciam o valor cobrado do motorista estão:

Custos de transporte e logística: no Amazonas, distâncias, condições de acesso e rotas de distribuição podem impactar o preço final, sobretudo quando há necessidade de deslocamentos longos ou complexos.

Formação de estoque: postos que compraram combustível antes da queda podem levar mais tempo para reduzir o preço, dependendo do volume armazenado e do custo médio de aquisição.

Tributos e margens: impostos e margens de distribuição e revenda compõem uma parte importante do valor final, e alterações na base de custos nem sempre se traduzem em redução imediata no varejo.

Concorrência: a disputa entre postos costuma acelerar o repasse quando há diferença significativa de preços dentro de uma mesma área.

Expectativa de alívio para o consumidor

Mesmo sem garantia de repasse integral, a redução anunciada pela refinaria é vista como um sinal de possível alívio para o bolso do consumidor, especialmente após uma sequência de aumentos no mês. Com o novo patamar, distribuidoras passam a operar com um custo menor na compra do combustível, o que pode favorecer ajustes nos preços ao longo da cadeia.

A tendência, segundo a avaliação do setor, é que o comportamento do preço nas bombas seja observado nos próximos dias, à medida que novos lotes forem adquiridos já com os valores atualizados e que a concorrência local influencie as decisões de cada estabelecimento.

Fonte: UrbNews



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