Educação e infraestrutura
Por Admin
24 de março de 2026 às 11:19
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou neste fim de semana que a Prefeitura pretende encerrar, até o final deste ano, a existência de unidades escolares construídas em madeira na rede municipal. A meta integra um conjunto de ações da Secretaria Municipal de Educação (Semed) voltado à substituição de prédios considerados precários, principalmente em áreas mais afastadas.
De acordo com o balanço apresentado pela administração, em 2021 a capital amazonense contabilizava 35 escolas com estrutura totalmente de madeira ou com composição mista. Atualmente, esse número caiu para nove unidades, que agora estão no foco do cronograma de obras anunciado pelo município.
A promessa da prefeitura é concluir a transição das últimas escolas com esse tipo de estrutura até dezembro. Segundo o planejamento divulgado, parte das unidades já entrou em reconstrução e outras devem passar por reformas e reestruturação ao longo dos próximos meses.
Ao comentar o objetivo, David Almeida classificou a iniciativa como um marco para a capital. Para o prefeito, Manaus avança em um problema antigo da educação pública em regiões com grandes desafios logísticos e pretende estar entre as primeiras capitais da Amazônia a eliminar totalmente as escolas de madeira.
A primeira etapa do plano foi iniciada na zona rural, onde o acesso depende, em muitos casos, de rotas fluviais. A prefeitura informou que 380 toneladas de materiais de construção foram levadas por embarcações para viabilizar a reconstrução de três unidades educacionais em comunidades rurais.
A estratégia busca acelerar o canteiro de obras em locais onde o transporte por estrada é limitado ou inexistente. A expectativa, segundo o cronograma municipal, é que as demais seis escolas ainda remanescentes sejam incluídas em processos de reestruturação até novembro deste ano.
O secretário municipal de Educação, Júnior Mar, destacou que o investimento em prédios escolares é parte essencial para melhorar o desempenho dos estudantes. Na avaliação do gestor, não há avanço consistente em aprendizagem sem condições físicas adequadas de funcionamento, com espaços seguros e preparados para o cotidiano pedagógico.
Ele também afirmou que a substituição de estruturas precárias tem efeito direto na redução das desigualdades entre alunos da zona urbana e da zona rural. A proposta da Semed, conforme indicado, é criar ambientes equivalentes em qualidade, garantindo que o acesso a salas de aula e recursos básicos não dependa da localização da comunidade.
Além das obras em escolas, a prefeitura informou que redesenhou o transporte escolar fluvial, fundamental para o deslocamento de alunos em regiões ribeirinhas. O município apontou que, do total de 52 lanchas destinadas ao serviço, 36 estavam fora de operação.
Como resposta, a gestão municipal declarou ter adquirido motores, recuperado as embarcações e retomado integralmente a frota. A administração também anunciou a implantação de um novo modelo de operação, com a presença de monitores a bordo, medida que tem como objetivo ampliar a segurança no trajeto e melhorar a organização do embarque e desembarque.
Outra mudança destacada foi a ampliação do transporte fluvial para atender também profissionais da educação. A prefeitura afirma que a inclusão de professores no sistema busca assegurar mais regularidade no funcionamento das escolas distantes e reduzir ausências causadas por dificuldades de deslocamento.
Com a frota reativada e o novo formato de acompanhamento nas embarcações, a gestão municipal diz esperar ganhos em previsibilidade de rotas, redução de interrupções e maior acesso de comunidades remotas às unidades de ensino.
A substituição das escolas de madeira é tratada pela prefeitura como parte de um esforço para resolver um entrave antigo da rede municipal. Embora o município ainda tenha nove unidades com esse perfil, a redução em relação a 2021 foi apresentada como evidência de avanço do programa.
A administração não detalhou, no anúncio, prazos individualizados para cada obra, mas reiterou que o conjunto de intervenções em andamento — reconstruções, reformas e ajustes logísticos no transporte — está desenhado para permitir que as escolas em madeira deixem de existir na rede até o fim do ano.
Com a execução das últimas etapas prevista para os próximos meses, a Prefeitura de Manaus aposta que o pacote de ações em infraestrutura escolar e mobilidade fluvial poderá refletir na permanência dos estudantes, na rotina pedagógica e na qualidade do serviço ofertado às comunidades da capital, especialmente na área rural.
Fonte: UrbNews
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