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Formação no SUS

Amazonas avança na 1ª Escola de Saúde Pública para qualificar 24 mil

O governador Wilson Lima vistoriou as obras da unidade que integrará ensino e pesquisa, oferecendo desde cursos técnicos até mestrado e residências médicas

Por Admin

11 de março de 2026 às 14:09


Amazonas avança na 1ª Escola de Saúde Pública para qualificar 24 mil

O Governo do Amazonas intensificou a agenda de modernização da rede pública de saúde ao acompanhar o avanço das obras da primeira Escola de Saúde Pública do estado (ESP/AM). A construção, localizada no bairro Aleixo, na zona centro-sul de Manaus, foi vistoriada nesta terça-feira (10) pelo governador Wilson Lima (União Brasil).

A futura unidade foi planejada para ampliar a formação e a atualização profissional no Sistema Único de Saúde (SUS) em território amazonense. Segundo o governo, a meta é qualificar mais de 24 mil trabalhadores ligados à rede estadual, com oferta de residências, cursos técnicos e especializações.

Nova escola mira qualificação e descentralização do ensino

A proposta da ESP/AM é estruturar um polo permanente de capacitação voltado às necessidades da saúde pública local. A medida busca reduzir a dependência de formações concentradas fora do estado e estimular uma preparação mais conectada ao contexto epidemiológico da Amazônia.

Na prática, a expectativa é que o investimento em educação continuada contribua para melhorar fluxos de atendimento, fortalecer equipes multiprofissionais e apoiar um cuidado mais eficiente e humanizado, especialmente na ponta do sistema.

Além de formar novos especialistas, o projeto pretende atualizar profissionais que já atuam na rede, criando um ambiente de aprendizagem que combine conteúdos técnicos, evidências científicas e desafios reais do SUS no Amazonas.

Residência médica e multiprofissional estão no centro do projeto

Entre os principais eixos anunciados para a escola estão os programas de residência médica organizados pela própria Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). A previsão inclui vagas em áreas estratégicas, com destaque para Psiquiatria, Psiquiatria Forense e Enfermagem em Neonatologia.

O governo também aponta como prioridade a expansão de residências multiprofissionais, modalidade que integra diferentes categorias da saúde em um mesmo programa de formação. A proposta inclui ênfase em Saúde da Mulher, com vagas destinadas a profissionais como psicólogos, enfermeiros e fisioterapeutas.

Com esse desenho, a ESP/AM busca fortalecer o trabalho em equipe e a abordagem integral do paciente, uma diretriz central do SUS, especialmente relevante em áreas que exigem articulação entre prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

Mestrado interinstitucional terá parceria com Ministério da Saúde e UFPB

Além das residências, a escola deve abrigar uma iniciativa de pós-graduação stricto sensu por meio de um Mestrado Interinstitucional (Minter). O programa será desenvolvido em parceria com o Ministério da Saúde e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

De acordo com as informações divulgadas, a previsão é de 30 vagas com foco no tema “Modelos de Decisão e Saúde”, área voltada ao uso de métodos e evidências para apoiar escolhas na gestão e no cuidado em saúde.

A formação pretende contribuir para a criação de quadros técnicos capazes de avaliar cenários, monitorar resultados e propor melhorias em políticas e serviços, ampliando a capacidade de planejamento do sistema estadual.

Cursos técnicos terão vagas para servidores e comunidade

Outra frente planejada para a ESP/AM é o ensino técnico, articulado em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). A previsão é de 640 vagas distribuídas em 17 turmas.

O público-alvo inclui servidores e também a comunidade, ampliando as oportunidades de formação profissional na área da saúde. A iniciativa pode ajudar a suprir demandas por mão de obra qualificada em diferentes pontos da rede, apoiando desde unidades básicas até serviços de maior complexidade.

Para o governo, a combinação de residências, pós-graduação e cursos técnicos cria um ciclo de formação contínua, capaz de atender tanto às necessidades imediatas quanto às estratégias de longo prazo para o SUS no Amazonas.

Impacto esperado: melhor atendimento e profissionais mais preparados

A criação da primeira Escola de Saúde Pública do Amazonas é apresentada como um marco na política de capacitação do estado. A expectativa é que o investimento aumente a oferta de especialistas, fortaleça carreiras e ajude a fixar profissionais, especialmente em áreas prioritárias.

Ao alinhar a formação ao perfil epidemiológico regional, o governo pretende ampliar a resolutividade dos serviços e reduzir gargalos que afetam o dia a dia do atendimento. A proposta também busca qualificar a tomada de decisão no SUS, com formação voltada à gestão, à assistência e à organização do trabalho.

As informações foram divulgadas pelo Governo do Amazonas.

Fonte: UrbNews



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