Olho no Brasil

Política

AÇÃO POLÍTICA

Tereza Cristina recusa convite pra ser vice de Flavio Bolsonaro na eleição de 2026

Senadora pretende disputar a presidência no Senado em 2027; PL deve oficializar candidatura sem definir vice na convenção deste sábado.

Por Ana Cecilia de Carvalho Paiva

22 de julho de 2026 às 11:55 ▪ Atualizado há 3 horas

Ver resumo
  • Tereza Cristina recusou o convite para ser candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro em 2026.
  • A decisão de Tereza Cristina foi comunicada após uma reunião com Valdemar Costa Neto.
  • A candidatura de Flávio Bolsonaro deve ser oficializada na convenção do PL sem um vice definido.
  • O vice será decidido com base em negociações políticas com outras legendas.
  • Tereza Cristina pretende disputar a presidência do Senado em 2027.
  • Daniella Marques, Simone Marquetto, e Clarissa Tércio são cotadas como possíveis vices.
  • O PL está em negociações com o Republicanos e a federação União Progressista.
  • Ainda não há definição de alianças nacionais devido a divergências em alguns estados.
  • O PL espera que a oficialização de Flávio Bolsonaro impulsione as negociações para definir o vice.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite para integrar como candidata a vice-presidente a chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleiçoes de 2026. A informação foi confirmada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Com a decisão, o partido deve oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro durante a convenção nacional marcada para este sábado (25), em São Paulo, sem anunciar o nome que ocupará a vice-presidência. A vaga permanecerá aberta até o encerramento do prazo das onvenções partidárias, em 5 de agosto. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a definição do vice dependerá das negociações políticas que o partido mantém com outras legendas. Segundo ele, a composição da chapa será definida somente após a conclusão das tratativas paraformação de alianças eleitorais. 

Tereza Cristina comunicou sua decisão após reunião com Valdemar Costa Neto. De acordo com interlocutores, a senadora pretende disputar a presidência do Senado em 2027 e avalia que integrar uma chapa presidencial poderia comprometer esse projeto político. 

Ex-ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, ela era considerada um dos principais nomes defendidos pela direção do PL para compor a chapa. Com a recusa, o partido voltou a analisar outras opções. Entre os nomes cotados está a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-assessora do então ministro da Economia, Paulo Guedes. A indicação, no entanto, depende de um eventual acordo político com o Republicanos, legenda à qual ela é filiada. 

Também seguem entre as alternativas as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE). Enquanto isso, o PL mantém negociações com o Republicanos e com a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas. Nos bastidores, porém, dirigentes dessas siglas indicam que ainda não há definição sobre uma aliança nacional, diante de divergências políticas em alguns estados. 

A expectativa da direção do PL é que a oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro fortaleça as negociações para a definição do vice antes do prazo final estabelecido pela Justiça Eleitoral. 



Olho no Brasil