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Educação inclusiva no Pará

Matrículas de alunos com autismo na rede estadual do Pará sobem 231%

Número de estudantes com TEA passou de 1,6 mil em 2020 para mais de 5,3 mil no ano passado

Por Admin

06 de abril de 2026 às 12:03


Matrículas de alunos com autismo na rede estadual do Pará sobem 231%

O Pará registrou um salto expressivo no número de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede estadual de ensino. Em seis anos, as matrículas avançaram 231%, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O total de alunos com TEA passou de 1.611, em 2020, para 5.345 em 2025.

O crescimento é associado a mudanças estruturais na política pública voltada à inclusão, à ampliação do acesso a diagnósticos e ao fortalecimento de ações de identificação e atendimento precoce. A Seduc também destaca o investimento em formação de profissionais e na ampliação de serviços especializados dentro da rede.

Política estadual e diagnóstico ampliado impulsionam o avanço

Segundo a Seduc, a expansão das matrículas de estudantes com TEA ocorre em um contexto de consolidação da Política Estadual dos Direitos da Pessoa com TEA, instituída em 2020. A medida estabeleceu diretrizes para garantir direitos e ampliar estratégias de apoio dentro de diferentes serviços, incluindo a educação.

Ao mesmo tempo, houve maior acesso ao diagnóstico e a encaminhamentos para acompanhamento precoce, o que tende a refletir diretamente nas estatísticas escolares. Com mais crianças identificadas e acompanhadas, a rede passa a receber e registrar um número maior de estudantes com necessidades específicas.

Mais de 7,5 mil profissionais passaram por capacitação

Para dar conta do aumento da demanda, a rede estadual intensificou a preparação de equipes. No período analisado, mais de 7,5 mil profissionais da educação participaram de formações voltadas ao atendimento especializado, considerando dados até março de 2026.

A qualificação busca fortalecer práticas pedagógicas e estratégias de acolhimento, além de orientar o manejo de rotinas e adaptações necessárias em sala de aula. A proposta, segundo a Coordenadoria de Educação Especial (Coees), é garantir condições de aprendizagem compatíveis com as particularidades de cada estudante.

Rede estadual supera 15 mil matrículas de estudantes com deficiência ou transtornos

O movimento de ampliação não se limita ao autismo. Atualmente, a rede estadual contabiliza mais de 15 mil alunos matriculados com algum tipo de deficiência ou transtorno. O dado reforça a necessidade de políticas contínuas de inclusão e de expansão de estruturas de suporte.

De acordo com a Coees, a prioridade é assegurar que o estudante esteja na escola, seja acolhido e tenha acesso ao ensino de forma adequada, com apoio técnico e pedagógico sempre que necessário. A atuação envolve tanto a sala de aula quanto ações complementares em serviços especializados.

Caees ganham papel central na estratégia de inclusão

Um dos pilares dessa estrutura são os Centros de Atendimento Educacional Especializado (Caees), apontados como unidades estratégicas no atendimento a estudantes público-alvo da educação especial. Os centros oferecem suporte pedagógico, atividades psicomotoras e acompanhamento individualizado.

Além do trabalho direto com os estudantes, os Caees também realizam ações voltadas às famílias, como orientação e suporte, com foco em fortalecer o vínculo entre escola, responsáveis e profissionais especializados.

Em Belém, centro atende 290 crianças, sendo 150 com autismo

Na capital paraense, um dos Caees em funcionamento atende atualmente 290 crianças. Dentre elas, 150 têm diagnóstico de TEA. No local, são desenvolvidas atividades direcionadas ao estímulo da autonomia, ao processo de alfabetização e ao desenvolvimento de habilidades sociais.

A proposta do atendimento é complementar o percurso escolar, contribuindo para que o estudante avance de acordo com seu ritmo e receba intervenções compatíveis com suas necessidades. O acompanhamento é individualizado e voltado a objetivos específicos, definidos a partir das demandas observadas.

Famílias relatam ganhos em comunicação, comportamento e autonomia

Relatos de familiares apontam melhorias no desenvolvimento das crianças acompanhadas, com destaque para avanços na comunicação, no comportamento e na autonomia. Responsáveis também mencionam o acolhimento oferecido pelas equipes e a importância de um atendimento que dialogue com o cotidiano escolar.

O cenário reforça a relevância de políticas de inclusão contínuas e de estruturas permanentes de suporte, especialmente diante do crescimento acelerado das matrículas de estudantes com TEA na rede pública estadual.

Informações: Estado do Pará Online.

Fonte: UrbNews



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