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Trump lança cúpula Escudo das Américas e reúne líderes da direita

A cúpula foi idealizada por Trump para abordar temas como o crime organizado nas Américas, a imigração ilegal, além da interferência de países de fora do continente no hemisfério ocidental

Por Admin

07 de março de 2026 às 17:32 ▪ Atualizado há 4 meses


Trump lança cúpula Escudo das Américas e reúne líderes da direita

Neste sábado (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), abriu uma nova articulação política regional ao promover o encontro de lançamento da cúpula chamada “Escudo das Américas”. A reunião foi realizada em um resort de sua propriedade no estado da Flórida e reuniu nomes ligados à direita no continente.

O evento não contou com representantes de governos identificados com a esquerda. Segundo a organização, líderes como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente colombiano Gustavo Petro (Pacto Histórico) não foram convidados para participar do lançamento.

O que é o “Escudo das Américas” e quais temas estão na agenda

A cúpula foi idealizada por Trump com foco em três frentes: o combate ao crime organizado nas Américas, a contenção da imigração ilegal e a crítica à atuação de países de fora do continente no hemisfério ocidental.

Em declaração durante o evento, o presidente norte-americano afirmou que a coalizão pretende atuar de maneira coordenada para desenvolver estratégias contra “interferência estrangeira” na região, além de mirar gangues, cartéis criminosos e grupos ligados ao que chamou de narcoterrorismo. Trump também associou o projeto ao enfrentamento da imigração “ilegal e em massa”.

Quem participou do lançamento na Flórida

Entre os convidados presentes estiveram o presidente da Argentina, Javier Milei (A Liberdade Avança), o presidente de El Salvador, Nayib Bukele (Novas Ideias), e o político chileno José Antonio Kast (Partido Republicano), citado como uma das lideranças da direita do país.

A presença do grupo sinaliza a tentativa de Trump de consolidar um eixo político alinhado aos EUA e a pautas conservadoras para debater segurança pública, migração e influência internacional no continente.

“Doutrina Donroe” e a referência à Doutrina Monroe

A iniciativa foi apresentada como parte de um conjunto mais amplo de medidas do governo Trump chamado de “Doutrina Donroe”. A formulação remete à Doutrina Monroe, atribuída ao ex-presidente dos Estados Unidos James Monroe, cuja ideia central defendia que as Américas deveriam ficar livres de intervenções de potências europeias.

No desenho atual defendido por Trump, a prioridade é reforçar a liderança norte-americana no continente, com ênfase em reduzir o espaço de influência da China em países latino-americanos e em agendas estratégicas da região.

Discurso mira o México e critica cartéis

Durante sua fala, Trump concentrou parte das críticas no México, definido por ele como o “epicentro” da violência ligada a cartéis. O presidente afirmou que essas organizações seriam responsáveis por uma escalada de sangue e instabilidade.

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum Pardo (Morena) não participou do encontro e também não foi convidada para o lançamento. Ainda assim, Trump disse que tem boa impressão sobre a mandatária e a descreveu como uma “mulher linda”, comentário que repercutiu por misturar avaliação pessoal e discurso político em um evento de segurança regional.

Venezuela e Cuba entram no radar das declarações

Ao comentar a Venezuela, Trump mencionou Delcy Rodríguez (PSUV), vice-presidente do país no governo de Nicolás Maduro. Ele disse que ela estaria fazendo um “bom trabalho”, mas em seguida indicou que a avaliação estaria condicionada ao grau de colaboração com os EUA. Caso contrário, afirmou que diria que o desempenho seria “horrível”.

Sobre Cuba, o presidente norte-americano criticou os acontecimentos recentes na ilha e a relação entre Havana e Washington. Trump declarou que os Estados Unidos “irão para Cuba” e indicou que a movimentação não seria imediata porque, segundo ele, o governo está concentrado no Irã. Ainda assim, acrescentou que pretende tratar do tema “nos próximos dias”.

O que o lançamento sinaliza para a política nas Américas

O evento na Flórida reforça a estratégia de Trump de articular alianças políticas fora do formato tradicional de cúpulas com participação ampla de chefes de Estado. Ao escolher um grupo de líderes e figuras públicas alinhadas à direita, o lançamento do “Escudo das Américas” sugere uma tentativa de construir um bloco com discursos convergentes sobre segurança, migração e soberania regional.

Ao mesmo tempo, a ausência de presidentes não convidados — como Lula e Petro — aponta para uma divisão explícita na composição do espaço proposto por Trump, indicando que a iniciativa nasce marcada por critérios ideológicos e por uma agenda de disputa de influência no continente.

Fonte: UrbNews



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