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INVESTIGAÇÃO

PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo; decisão será do Ministério da Justiça

Processo disciplinar foi concluído pela corporação após ex-deputado permanecer nos Estados Unidos sem retornar às funções de escrivão

Por Ana Cecilia de Carvalho Paiva

22 de julho de 2026 às 09:47 ▪ Atualizado há 1 hora


Foto: Reprodução
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A Polícia Federal concluiu o processo administrativo disciplinar contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e recomendou sua demissão do cargo de escrivão da corporação por abandono de função. A decisão final caberá ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, que poderá acatar ou rejeitar a recomendação.

Segundo a PF, Eduardo Bolsonaro, servidor da instituição desde 2010, deveria ter retornado às atividades após o fim do mandato na Câmara dos Deputados. No entanto, ele permanece nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, o que motivou a abertura do processo disciplinar.
O ex-parlamentar perdeu o mandato após acumular faltas às sessões da Câmara. Em seguida, a Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro instaurou procedimento para apurar a ausência ao serviço e determinou, em fevereiro deste ano, o afastamento preventivo do cargo.

Nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro afirma ser alvo de perseguição por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) e declarou que não pretende retornar ao Brasil enquanto seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), não vencer as eleições presidenciais.

Apesar da conclusão do processo administrativo, a recomendação da Polícia Federal não resulta na demissão automática. A decisão definitiva será tomada pelo Ministério da Justiça, responsável por analisar o relatório e definir se o ex-deputado será desligado da corporação.



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