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Mortes no trânsito em Fortaleza caem 7% entre 2024 e 2025, diz AMC

Segundo a autarquia, medidas de fiscalização, educação e engenharia de tráfego, foram essenciais para a diminuição nos números apresentados

Por Admin

15 de abril de 2026 às 17:44


Mortes no trânsito em Fortaleza caem 7% entre 2024 e 2025, diz AMC

Fortaleza registrou redução nas mortes por acidentes de trânsito entre 2024 e 2025, segundo números divulgados pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC). O total de vítimas fatais caiu de 184 para 171, o que representa diminuição de 7% no período analisado.

Mesmo com o recuo, o levantamento reforça que os sinistros envolvendo motocicletas continuam sendo o principal ponto de atenção nas ocorrências com desfecho fatal. A autarquia atribui a melhora a um conjunto de ações de fiscalização, educação e intervenções de engenharia de tráfego, além de medidas recentes de organização do transporte por aplicativo.

Queda no total de óbitos e perfil das vítimas

Os dados da AMC indicam que, embora a cidade tenha conseguido reduzir o número de mortes no trânsito, o perfil das vítimas permanece semelhante ao observado em anos anteriores. A maioria é composta por homens, que correspondem a 76% dos casos.

A faixa etária mais atingida concentra-se entre 18 e 39 anos, grupo que reúne grande parte das pessoas em deslocamento diário para trabalho, estudo e atividades de lazer. A AMC não detalhou as circunstâncias específicas de cada ocorrência, mas o recorte reforça a necessidade de políticas voltadas ao público jovem adulto, especialmente em vias de maior fluxo.

Motociclistas lideram estatísticas; pedestres seguem vulneráveis

Entre as vítimas fatais, os motociclistas seguem na primeira posição, representando 58% do total. Em seguida aparecem os pedestres, com 32%. Os ciclistas respondem por 6% das mortes registradas.

O levantamento também aponta que, ainda que tenha havido redução no número de motociclistas mortos — de 103 em 2024 para 99 em 2025 —, a presença de motos em acidentes fatais permanece elevada. Em 65% das ocorrências com óbito, havia ao menos uma motocicleta envolvida.

Para especialistas em segurança viária, essa combinação de fatores costuma estar ligada a maior exposição do motociclista, menor proteção física em colisões e uso intenso do modal no cotidiano urbano. Pedestres, por sua vez, continuam entre os grupos mais vulneráveis, principalmente em travessias e áreas de maior conflito entre veículos e circulação a pé.

Fiscalização, educação e engenharia de tráfego influenciam resultados

A AMC afirma que a queda nos índices é resultado de um pacote de medidas implementadas ou intensificadas na capital. Entre os pontos citados estão ações de fiscalização para coibir infrações, iniciativas educativas voltadas ao comportamento seguro no trânsito e ajustes de engenharia — como intervenções que reorganizam fluxos, aumentam a visibilidade e reduzem riscos em trechos críticos.

Segundo o superintendente da AMC, Sérgio Costa, a redução só se mantém com participação direta dos condutores e demais usuários das vias. Ele destaca que o respeito às regras e a adoção de práticas de segurança são determinantes para evitar mortes.

De acordo com a autarquia, atitudes como cumprir a legislação, usar equipamentos de proteção e dirigir com responsabilidade impactam diretamente na gravidade dos sinistros e na chance de sobrevivência das vítimas.

Regulamentação de motoristas por aplicativo é citada como fator relevante

Outro elemento associado à melhora nos indicadores, conforme a AMC, foi a regulamentação de motoristas por aplicativo. A medida, segundo o órgão, contribuiu para reduzir a circulação de veículos irregulares e ampliar o controle do poder público sobre a atividade.

Na avaliação da autarquia, a organização do serviço ajuda a reforçar exigências relacionadas à segurança, possibilita maior acompanhamento dos condutores e favorece uma gestão mais estruturada da mobilidade urbana. A AMC aponta que esse tipo de controle tende a repercutir na fiscalização e no cumprimento de normas, com efeitos indiretos sobre a redução de ocorrências graves.

Desafio continua: reduzir colisões com motos e proteger usuários vulneráveis

Apesar do avanço apontado nos números, a AMC ressalta que o cenário ainda exige atenção, especialmente devido ao peso das motocicletas nas estatísticas de acidentes fatais. A presença de motos em quase dois terços dos casos com morte reforça o desafio de reduzir colisões e quedas, além de combater comportamentos de risco.

O órgão também chama atenção para a proteção de pedestres e ciclistas, grupos mais expostos em vias com alta velocidade e infraestrutura insuficiente para travessias seguras e circulação por bicicleta. Para os próximos períodos, a expectativa é manter e ampliar iniciativas integradas, combinando fiscalização, educação permanente e melhorias físicas nas ruas para diminuir ainda mais o número de vidas perdidas.

Fonte: UrbNews



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