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Violência contra mulheres

Dom Gregório pede união contra feminicídio em mensagem em Fortaleza

Na “Palavra do Pastor”, arcebispo relacionou passagem bíblica à necessidade de enfrentar a violência contra as mulheres

Por Admin

07 de março de 2026 às 18:09 ▪ Atualizado há 4 meses


Dom Gregório pede união contra feminicídio em mensagem em Fortaleza

O arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, usou a mensagem semanal “Palavra do Pastor”, neste sábado (7), para fazer um apelo público contra o feminicídio. No pronunciamento, ele defendeu uma articulação conjunta entre Igreja Católica, autoridades e a sociedade civil como caminho para enfrentar a violência contra as mulheres.

A reflexão foi apresentada em vídeo e trouxe referências religiosas para sustentar a cobrança por medidas concretas e por mudança cultural. Para o arcebispo, o tema não pode ser tratado como algo distante: trata-se de uma questão que impacta famílias e comunidades e exige resposta imediata.

Apelo do arcebispo em Fortaleza contra o feminicídio

Durante a fala, Dom Gregório afirmou que a violência de gênero fere valores essenciais do cristianismo e não deve ser relativizada. Segundo ele, o combate ao feminicídio demanda união para “interromper essa sangria”, expressão usada para indicar a urgência de reduzir mortes e agressões.

O arcebispo também destacou que naturalizar episódios de violência contribui para a repetição do problema. Na avaliação dele, a sociedade precisa reagir com responsabilização, acolhimento às vítimas e prevenção, reforçando uma cultura de respeito.

Citação a Papa Leão XIV e alerta sobre relações marcadas por dominação

Na mensagem, Dom Gregório mencionou um posicionamento recente do Papa Leão XIV. De acordo com o arcebispo, o pontífice teria lembrado, “com muita dor”, que o Espírito busca transformar ameaças silenciosas que contaminam as relações humanas, como a tentativa de controlar o outro — comportamento que frequentemente pode culminar em agressões.

Dentro desse contexto, Dom Gregório disse que o Papa teria citado explicitamente casos de feminicídio, reforçando a gravidade do tema e a necessidade de enfrentamento. A referência foi utilizada como argumento para mobilizar os fiéis e ampliar o debate para além do ambiente religioso.

Passagem da mulher samaritana é usada como reflexão sobre dignidade

Como base bíblica, o arcebispo recordou o trecho do Evangelho de João (4,5-42), que narra o encontro de Jesus com a mulher samaritana. Para Dom Gregório, a passagem oferece um ensinamento sobre o valor da mulher e a forma como ela deve ser tratada: com respeito e reconhecimento de sua dignidade.

Ele relacionou o episódio à necessidade de combater práticas que transformam mulheres em objeto, posse ou alvo de controle. Na interpretação apresentada, a narrativa do Evangelho evidencia que nenhuma mulher deve ser vista como alguém a ser dominada.

Dom Gregório afirmou ainda que toda mulher é “filha amada de Deus” e merece proteção, respeito e dignidade. Para ele, a violência contra a mulher entra em choque com a mensagem cristã e produz uma ferida moral também na comunidade de fé.

Educação, denúncia e relações saudáveis como caminhos de prevenção

Ao final da reflexão, o arcebispo listou atitudes que, em sua visão, podem ajudar a reduzir a violência. Entre elas, destacou a importância de educar para o respeito, incentivar a denúncia de abusos e promover relações mais saudáveis, guiadas por valores éticos e, para os católicos, pela orientação do Evangelho.

Dom Gregório voltou a defender que o enfrentamento ao feminicídio não deve ficar restrito a um único setor. Ele apontou que a ação integrada entre Igreja, poder público e sociedade é essencial para criar redes de proteção e evitar que casos de agressão evoluam para desfechos fatais.

A mensagem deste sábado, portanto, reforça a posição do arcebispo de Fortaleza de que o combate à violência contra as mulheres precisa ser contínuo, com prevenção, responsabilização e mobilização social. O chamado, segundo ele, é para que o tema não seja banalizado e para que cada esfera — religiosa, institucional e comunitária — assuma sua parte na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.

Fonte: UrbNews



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