Desempenho ofensivo
Por Admin
15 de abril de 2026 às 11:00
O Fortaleza vive um cenário incomum no setor ofensivo na temporada de 2026. Apesar de já ter marcado 26 gols no ano, a equipe tem recebido pouca contribuição dos homens de frente: apenas sete bolas na rede saíram dos atacantes, o que representa 27% do total.
O número chama atenção por indicar que, até aqui, o Tricolor do Pici tem encontrado soluções para decidir partidas principalmente com jogadores de meio-campo e até do sistema defensivo. A leitura ganha ainda mais força quando se observa o rendimento individual do elenco e a lista de artilheiros do ano.
Entre os jogadores de ataque que já marcaram em 2026, apenas cinco aparecem na lista. Vitinho e Luiz Fernando são os principais nomes do setor no quesito gols, com duas finalizações convertidas cada.
Além deles, Kayke, Miritello e Wellinton anotaram um gol cada. Somados, os cinco atacantes chegam aos sete gols que compõem os 27% de participação do setor no total de tentos do Fortaleza na temporada.
No restante do grupo, outros nomes de ataque ainda não conseguiram balançar as redes em 2026. É o caso de GB, Paulo Baya e Rodriguinho, que seguem sem gols no ano.
Com o baixo aproveitamento dos atacantes, o Fortaleza passou a depender mais de atletas de outras posições para construir vantagem no placar. No elenco atual, o principal marcador é um meio-campista: Pochettino lidera a artilharia do time em 2026, com três gols.
Outros exemplos reforçam a tendência. O lateral Mailton tem dois gols na temporada, número relevante para a posição. Entre os meias, Lucas Emanoel também marcou duas vezes. Embora atue como centroavante em parte dos jogos, sua função de origem é no meio-campo, o que ajuda a ilustrar a dificuldade do time em transformar atacantes de ofício em protagonistas no placar.
Na lista de goleadores do ano ainda aparecem Rodrigo, com dois gols, além de Lucca Prior (um), Cardona (um) e Sasha (um). O levantamento contabiliza também três gols contra a favor do Fortaleza.
Um ponto específico ajuda a explicar por que a porcentagem de gols dos atacantes é tão baixa em 2026. Adam Bareiro, que deixou o clube antes das finais do Campeonato Cearense, continua como o maior artilheiro do Fortaleza no ano, com quatro gols.
Se o atacante ainda estivesse no elenco, a participação dos homens de frente nos gols do time mudaria de patamar. Nesse cenário hipotético, os atacantes passariam de sete para 11 gols, elevando a representatividade do setor de 27% para 42% do total marcado na temporada.
O dado evidencia o impacto que a saída de um jogador mais decisivo pode ter não apenas no rendimento dentro de campo, mas também na distribuição de gols do elenco. Sem Bareiro, o time tem se apoiado em alternativas e em uma maior pulverização de finalizadores.
Confira o recorte com os atletas que fizeram gols na temporada de 2026, com posição indicada:
Observação: o total do Fortaleza na temporada inclui três gols contra marcados por adversários.
O cenário estatístico sugere um Fortaleza menos dependente de um “camisa 9” em termos de números, mas também pode sinalizar um problema de eficiência no setor ofensivo. Quando atacantes contribuem pouco com gols, cresce a pressão sobre meias, laterais e bolas paradas para manter a equipe competitiva.
Ao mesmo tempo, a lista mostra que o time tem encontrado diferentes caminhos para marcar, com participação de várias posições. A questão central, daqui em diante, será observar se os atacantes que ainda não marcaram conseguirão evoluir ao longo do calendário e equilibrar a distribuição, reduzindo a necessidade de que outros setores assumam o papel de finalizadores principais.
Fonte: UrbNews
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