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Fortaleza e Marcelo Paz divergem sobre multa de R$ 1 mi e valores atrasados

Ex-CEO da SAF do Leão afirma que valores superiores a R$ 700 mil não foram pagos e revela ser avalista de empréstimo milionário do clube

Por Admin

16 de março de 2026 às 21:07


Fortaleza e Marcelo Paz divergem sobre multa de R$ 1 mi e valores atrasados

Uma nova disputa de bastidores ganhou força no Fortaleza após declarações do presidente do clube, Rolim Machado, sobre a saída de Marcelo Paz do cargo de CEO da SAF. Rolim afirma que o ex-executivo ainda não pagou uma multa rescisória de R$ 1 milhão, prevista em contrato, por ter deixado a função antes do prazo acordado.

Marcelo Paz, por sua vez, contestou a versão apresentada pela direção tricolor em entrevista ao blog do Kempes. Ele sustenta que o clube teria descumprido obrigações contratuais e que a discussão não pode se limitar apenas à cobrança da multa.

Presidente do Fortaleza afirma que multa segue em aberto

Em entrevista à Rádio O POVO CBN, Rolim Machado declarou que Marcelo Paz deixou o posto em dezembro de 2025, quando assumiu uma nova função no Corinthians. Segundo o presidente, a saída ocorreu sem o cumprimento do aviso prévio previsto no contrato.

Com base nessa interpretação, Rolim afirma que a multa de R$ 1 milhão continua pendente. O dirigente também indicou que o tema pode ser levado ao Conselho Deliberativo do Fortaleza, caso seja necessário discutir medidas internas ou encaminhamentos formais.

Até agora, o clube não confirmou publicamente se já adotou providências para cobrar o valor por vias judiciais, mantendo a situação em aberto.

Marcelo Paz rebate e cita salários e premiações não pagos

Após a repercussão das falas do presidente, Marcelo Paz se manifestou e questionou a cobrança. Na versão apresentada pelo ex-CEO, o Fortaleza teria deixado de cumprir cláusulas do contrato ao não pagar salários e premiações. Ele estima que os valores em discussão superem R$ 700 mil.

Para Marcelo, esse suposto descumprimento por parte do clube precisa ser considerado na análise do caso, pois mudaria a natureza do conflito e a forma como a rescisão deveria ser tratada.

O ex-dirigente também reforçou que o impasse envolve mais do que o rompimento do contrato, sugerindo que a avaliação deve incluir o histórico financeiro e obrigações assumidas pelas partes durante o período em que esteve à frente da SAF.

Ex-CEO afirma ser avalista em empréstimos de cerca de R$ 9 milhões

Outro ponto levantado por Marcelo Paz foi sua condição de avalista em operações de crédito realizadas pelo Fortaleza. Ele afirmou que os empréstimos somariam aproximadamente R$ 9 milhões, citando o dado para defender que o contexto do vínculo com o clube é mais amplo do que a multa rescisória.

Ao trazer essa informação, Marcelo indica que sua relação com compromissos financeiros ligados ao clube ainda existe, o que, na visão dele, deveria ser levado em conta em qualquer discussão sobre pendências contratuais.

O Fortaleza, até o momento, não apresentou detalhes adicionais sobre esses empréstimos nem comentou publicamente a declaração do ex-CEO a respeito do papel de avalista.

Impasse expõe conflito entre ex-dirigente e atual gestão

A divergência entre as versões evidencia um conflito direto entre Marcelo Paz e a administração do Fortaleza. De um lado, a direção cobra o pagamento da multa sob o argumento de descumprimento do aviso prévio e de rompimento antecipado do contrato. Do outro, o ex-executivo sustenta que o clube teria sido o responsável por violar termos contratuais ao não quitar pagamentos que ele considera devidos.

O caso também chama atenção por envolver valores expressivos e por ocorrer em um momento em que a gestão de SAFs e a formalização de contratos executivos ganham peso crescente no futebol brasileiro. Disputas desse tipo tendem a se apoiar em interpretações jurídicas de cláusulas específicas, como aviso prévio, gatilhos de rescisão e eventual compensação por inadimplemento.

Por enquanto, não há indicação oficial de acordo entre as partes. A possibilidade de o tema chegar ao Conselho Deliberativo, mencionada por Rolim, amplia o potencial de novos capítulos, inclusive com discussões internas sobre responsabilidades e estratégias institucionais.

O que pode acontecer nos próximos dias

Sem confirmação de cobrança judicial, o cenário permanece indefinido. Caso a diretoria decida formalizar a cobrança, a disputa pode evoluir para uma etapa jurídica, em que documentos e cláusulas do contrato ganham protagonismo. Se a opção for por tratativas diretas, existe a chance de negociação para compensações, parcelamentos ou revisões de valores, dependendo do entendimento entre as partes.

Enquanto isso, o episódio segue repercutindo nos bastidores do clube. Como se trata de um tema com impacto na governança e na imagem institucional, a tendência é que novos posicionamentos surjam conforme houver avanços na apuração de valores e na análise do contrato que regulava a atuação de Marcelo Paz na SAF do Fortaleza.

Fonte: UrbNews



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