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Série B 2026

Carpini chama goleada do Fortaleza de “dia atípico” e mira reação na Série B

Treinador concedeu coletiva após derrota por 4 a 0 para o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto

Por Admin

22 de março de 2026 às 14:38


Carpini chama goleada do Fortaleza de “dia atípico” e mira reação na Série B

O Fortaleza largou na Série B do Campeonato Brasileiro com um resultado duro. Na estreia, o time foi superado por 4 a 0 pelo Botafogo-SP, e o técnico Thiago Carpini tratou o revés como um episódio fora da curva. Em entrevista coletiva após a partida, o treinador avaliou que o desempenho apresentado não representa o padrão que o elenco é capaz de entregar ao longo da temporada.

Incomodado com a atuação, Carpini afirmou que a equipe viveu um “dia atípico” e ressaltou que o placar elástico não pode servir como parâmetro para medir o nível do Tricolor do Pici. A derrota, segundo ele, exige resposta imediata, mas sem conclusões precipitadas sobre o trabalho em curso.

Treinador reconhece atuação abaixo e minimiza leitura do placar

Na análise do comandante, a estreia trouxe sinais de alerta, principalmente pela forma como o Fortaleza se comportou em campo. Ainda assim, Carpini reforçou que o resultado não traduz o potencial do grupo e que há convicção interna de que o time pode render mais, inclusive com recuperação rápida já nas próximas rodadas.

O técnico evitou apontar um único fator para explicar a goleada, preferindo enquadrar o jogo como uma soma de erros e decisões equivocadas que ampliaram a vantagem do adversário. Para ele, o mais importante é usar o tropeço como aprendizado e ajustar detalhes para recolocar o time no trilho da competição.

Cobrança no vestiário partiu dos próprios jogadores

Carpini também revelou que houve cobrança forte no vestiário logo após o apito final, e destacou um ponto considerado relevante: a reação veio dos próprios atletas. De acordo com o treinador, o elenco se posicionou internamente, assumindo responsabilidades e deixando claro o incômodo com a atuação.

A postura, na visão da comissão técnica, mostra que o grupo entendeu o tamanho do problema e que não há ambiente de acomodação. A expectativa é transformar a frustração em combustível para reagir na sequência do campeonato.

Adaptação à Série B é tratada como necessidade imediata

Outro tema abordado por Carpini foi a exigência específica da Série B. Ele indicou que o Fortaleza ainda precisa assimilar melhor as características do torneio, que costuma ter jogos mais físicos, ritmo intenso e menor margem para erros. A leitura do treinador é que o elenco precisa se adaptar rapidamente para evitar que a estreia vire um padrão.

Mesmo sem dramatizar o revés, Carpini deixou claro que a comissão vai intensificar os ajustes de comportamento e de leitura de jogo, levando em conta o perfil dos adversários e o ambiente do campeonato. Para o Fortaleza, a ideia é recuperar a consistência e retomar a identidade que vinha sendo construída.

Objetivo segue o mesmo: brigar pelo acesso

Apesar do 4 a 0, o técnico garantiu que a meta principal do clube não muda. O Fortaleza, segundo ele, segue comprometido com a campanha de acesso e trabalha com horizonte de longo prazo, sem perder de vista que a Série B é definida ao longo de 38 rodadas.

Carpini reforçou que o campeonato oferece tempo para recuperação, desde que a resposta seja prática e venha acompanhada de evolução. A missão do elenco, agora, é reagir com equilíbrio: reconhecer o erro, corrigir o que for necessário e somar pontos para se manter no pelotão de cima.

Foco na “38ª rodada” e retomada de identidade

O treinador ainda enfatizou que o planejamento da temporada vai além do impacto imediato da primeira rodada. Na coletiva, ele mencionou a importância de olhar para o desfecho do campeonato e construir uma trajetória que mantenha o time competitivo na reta final.

Nesse sentido, Carpini apontou a retomada de identidade como elemento central. O Fortaleza, de acordo com ele, precisa reencontrar padrões de atuação, comportamento coletivo e confiança para atravessar a competição com regularidade.

Questionado sobre pressão, Carpini descarta ameaça e defende o trabalho

Ao fim da entrevista, Carpini foi perguntado sobre eventual aumento de pressão no cargo após a goleada, sobretudo pelo fato de Juan Pablo Vojvoda estar disponível no mercado. O técnico demonstrou incômodo com a abordagem e respondeu que não se sente ameaçado “de maneira nenhuma”.

Ele reforçou que confia no próprio trabalho e considerou prematura qualquer discussão sobre troca de comando por causa de um resultado, ainda mais no início do torneio.

Carpini ainda lembrou que a derrota para o Botafogo-SP foi a primeira dele à frente do Fortaleza, encerrando uma sequência de 15 partidas sem perder. Na visão do treinador, o momento pede correções e reação esportiva, não especulações sobre o cargo.

Fonte: UrbNews



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