Comportamento e redes
Por Admin
16 de março de 2026 às 11:59
A apresentadora Luciana Gimenez, de 56 anos, voltou ao centro do debate sobre etarismo e padrões de comportamento impostos às mulheres. Neste domingo (15), ela publicou um vídeo nas redes sociais para responder a críticas que recebe por aparecer de biquíni, shorts e roupas curtas.
Sem citar nomes, Luciana disse que os comentários costumam questionar se esse tipo de vestimenta seria “adequado” para a idade dela. Para a comunicadora, o julgamento revela uma tentativa de limitar a expressão feminina com base em uma suposta regra social.
No vídeo, Luciana colocou em dúvida a lógica de que a maturidade deveria vir acompanhada de uma mudança obrigatória no jeito de se vestir. A apresentadora afirmou não entender quem define, e por qual motivo, um ponto final para itens como minissaia, biquíni ou shorts.
A fala foi direcionada a uma cobrança recorrente que ela diz enfrentar no ambiente digital: a ideia de que, depois de certa idade, mulheres deveriam adotar roupas menos curtas e evitar fotos que mostrem o corpo.
Segundo Luciana, esse tipo de comentário funciona como um “teto” para a liberdade individual, como se existisse um prazo para ser quem se é e se sentir bem com a própria imagem.
Ao rebater os ataques, a apresentadora defendeu que a escolha de roupa deveria ser guiada pelo conforto e pela autoestima de cada pessoa, não pela aprovação alheia. Ela também argumentou que a cobrança para mudar o estilo com a idade atinge principalmente mulheres.
Na avaliação de Luciana, quando alguém determina que uma mulher precisa “se apagar” ao chegar à maturidade, reforça um padrão que tenta controlar o corpo e o comportamento feminino.
Ela destacou que a discussão não se resume ao guarda-roupa. Para a apresentadora, a mesma lógica aparece em julgamentos sobre postura, sensualidade, presença nas redes sociais e até escolhas afetivas ao longo da vida.
Luciana ampliou o tema ao mencionar que a pressão não vem apenas de homens. De acordo com ela, parte das cobranças também é feita por outras mulheres, algo que, na visão da apresentadora, reforça a manutenção de regras sociais antigas.
Embora não tenha mencionado casos específicos, ela sugeriu que o policiamento do que seria “apropriado” para uma mulher madura aparece com frequência em comentários de fotos e vídeos publicados por ela.
Esse tipo de reação, disse a apresentadora, transforma uma escolha pessoal em motivo para julgamento público, especialmente quando envolve sensualidade e exposição do corpo.
Ao refletir sobre sua relação com o feminino, Luciana afirmou que sempre se sentiu atraída pela estética e pela força que associa ao ser mulher. Na gravação, ela descreveu a experiência feminina como um equilíbrio entre peso e beleza, ressaltando que a sensualidade faz parte dessa identidade.
Ela também comentou que muitas mulheres crescem ouvindo que precisam ser fortes, independentes e preparadas para enfrentar o mundo. Porém, na visão da apresentadora, ao chegar à maturidade, essas mesmas mulheres são incentivadas a se encaixar em padrões mais estreitos, como se devessem abrir mão do que construíram.
Luciana classificou essa pressão como um convite para entrar em uma “caixa”: silencioso na forma, mas duro no efeito, por tentar restringir comportamento, estilo e autenticidade.
Na reta final do desabafo, Luciana afirmou que se sente mais segura de si justamente nesta fase da vida. Para ela, não faz sentido diminuir a própria presença quando, segundo suas palavras, é o momento em que se reconhece por inteiro.
A apresentadora concluiu dizendo que, se uma foto de biquíni ou uma roupa curta incomoda alguém, o desconforto pode estar ligado a crenças ultrapassadas sobre o que mulheres podem ou não fazer com o passar dos anos.
Luciana reforçou que pretende manter a própria postura e continuar publicando conteúdos como sempre fez, sustentando que a liberdade feminina não deveria ter prazo de validade.
Fonte: UrbNews
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