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Anitta é criticada após cantar “Meia-Noite” no Domingão de Páscoa

“Meia-Noite”, música apresentada, é uma das 15 faixas que compõem o oitavo álbum da cantora

Por Admin

05 de abril de 2026 às 23:23


Anitta é criticada após cantar “Meia-Noite” no Domingão de Páscoa

Anitta virou assunto nas redes sociais após levar ao palco do “Domingão com Huck”, neste domingo (5), a música “Meia-Noite”, uma das faixas de seu próximo álbum, “Equilibrium”. A apresentação, exibida em rede nacional, coincidiu com o dia em que muitos cristãos celebram a Páscoa, o que gerou uma onda de comentários divididos entre críticas e manifestações de apoio.

O ponto central do debate foi a presença de referências a religiões de matriz africana na performance e no conceito do novo trabalho. A cantora, que segue o Candomblé, vem incorporando elementos simbólicos e sonoros associados à espiritualidade, algo que aparece de forma marcante no projeto que chega ao público no dia 16.

Reação nas redes após a apresentação

Logo depois da exibição do quadro musical no programa comandado por Luciano Huck, uma parcela de internautas passou a criticar a escolha da data para a performance. Para esses usuários, apresentar uma canção com referências ao Candomblé justamente no domingo de Páscoa teria sido uma provocação ou um desrespeito à celebração cristã.

Entre as mensagens que circularam, houve comentários que classificaram o momento como intolerância religiosa e questionaram a decisão de dar espaço à música na programação do domingo. Alguns usuários também compararam o tratamento dado a práticas de matriz africana com a forma como discursos envolvendo religiões cristãs costumam ser recebidos nas redes.

Outra linha de crítica apontou que a Páscoa seria uma data de especial relevância para cristãos e que, por isso, a atração deveria ter priorizado conteúdos alinhados a esse contexto religioso. A repercussão se intensificou em publicações que reproduziram trechos da apresentação e estimularam o debate sobre o tema.

Defesa de Anitta e debate sobre diversidade religiosa

Ao mesmo tempo, fãs da artista e outros perfis saíram em defesa de Anitta. Para esse grupo, a performance não teve o objetivo de atacar qualquer religião, mas sim de apresentar uma música inédita do próximo álbum em um espaço tradicional de divulgação artística na TV aberta.

Muitos comentários destacaram que o Brasil é um país plural e que a presença de elementos ligados a religiões de matriz africana em uma apresentação televisiva também representa visibilidade cultural. Parte dos usuários afirmou ainda que o incômodo revelado por algumas críticas poderia estar ligado à falta de informação sobre essas tradições religiosas e à persistência de preconceitos históricos.

A discussão acabou ampliando um tema recorrente nas redes: até que ponto a expressão artística e religiosa de um artista deve ser limitada por datas comemorativas de determinadas crenças, especialmente em um ambiente de grande audiência como a televisão aberta.

O que se sabe sobre o álbum “Equilibrium”

O novo álbum de Anitta, “Equilibrium”, está previsto para ser lançado no dia 16 e terá 15 faixas. Entre elas estão “Meia-Noite” e “Pinterest”, single que já foi divulgado anteriormente e que também ganhou espaço no palco do “Domingão”.

De acordo com informações atribuídas à própria cantora, o projeto tem um direcionamento mais espiritual, com referências às suas crenças. A proposta inclui o uso de símbolos, narrativas e sonoridades conectadas à vivência religiosa da artista, especialmente ao Candomblé.

Essa abordagem tem sido uma marca de alguns trabalhos recentes de Anitta, que vem explorando diferentes estéticas e linguagens, tanto na música quanto nas performances. A expectativa em torno do lançamento se soma ao debate público sobre como elementos religiosos aparecem na cultura pop e como são recebidos por audiências diversas.

Polêmica evidencia disputa de narrativas na cultura pop

A repercussão do caso mostra como apresentações em programas de grande alcance podem se transformar rapidamente em tema de discussão sobre religião, respeito e intolerância. Enquanto uma parte do público interpretou a performance como inadequada para a data, outra defendeu o direito de expressão artística e religiosa da cantora.

Até o momento, a controvérsia segue alimentada por publicações e debates entre usuários, com posicionamentos opostos sobre o significado da apresentação e sobre o espaço dado a diferentes crenças na mídia tradicional.

Fonte: UrbNews



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