Cenário eleitoral
Por Admin
02 de abril de 2026 às 20:00
Cinco deputados estaduais que estavam licenciados para ocupar cargos no Governo do Ceará e na Prefeitura de Fortaleza voltaram a exercer seus mandatos na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). A mudança ocorre após a publicação das exonerações no Diário Oficial do Estado entre terça-feira (31) e quarta-feira (1º).
Retomaram as cadeiras no Parlamento cearense Fernando Santana (PT), Moisés Braz (PT), Lia Gomes (PSB), Osmar Baquit (PSB) e Zezinho Albuquerque (PP). A volta à Alece segue o calendário da desincompatibilização eleitoral, regra que obriga agentes públicos a se afastarem de funções na administração até 4 de abril para ficarem aptos a disputar as eleições.
Os atos que confirmam a saída dos parlamentares das funções no Executivo estadual e municipal constam nas edições do Diário Oficial do Estado divulgadas no intervalo entre 31 e 1º. Com isso, os deputados deixam as estruturas de governo e retomam a atuação legislativa.
A expectativa é que os parlamentares reassumam as atividades presenciais e participem das sessões no Plenário 13 de Maio já na próxima semana, quando a rotina de votações e debates deve contar novamente com os titulares que estavam afastados.
Com a volta de cinco deputados ao mandato, os suplentes que ocupavam temporariamente as vagas tendem a se despedir da Alece. No lugar de Fernando Santana, quem estava no exercício era Guilherme Sampaio (PT). Na cadeira de Moisés Braz, atuava Nizo Costa (PT).
Pelo PSB, a vaga de Lia Gomes vinha sendo ocupada por Guilherme Bismarck. Já Tin Gomes exercia o mandato no lugar de Osmar Baquit. No caso de Zezinho Albuquerque, quem havia assumido era Almir Bié (PP).
A substituição ocorre automaticamente conforme o retorno do titular ao cargo legislativo. A mudança impacta a composição de comissões, a participação em debates e a distribuição de relatorias, que costumam ser reorganizadas após alterações de bancada.
Os cinco parlamentares estavam afastados do Legislativo para atuar em funções estratégicas na gestão pública. Lia Gomes (PSB) comandava a Secretaria das Mulheres. Zezinho Albuquerque (PP) estava à frente da Secretaria das Cidades.
Fernando Santana (PT) exercia a titularidade da Secretaria de Recursos Hídricos. Moisés Braz (PT) ocupava a Secretaria do Desenvolvimento Agrário. Já Osmar Baquit (PSB) atuava como coordenador especial de Apoio à Governança das Regionais de Fortaleza (CEGOR).
As mudanças fazem parte do período pré-eleitoral, quando governos e prefeituras promovem ajustes em secretarias para cumprir a legislação e evitar impedimentos a pré-candidatos.
A legislação eleitoral prevê prazos para afastamento de cargos na administração pública, dependendo da função exercida e do posto em disputa. No cenário atual, o marco de 4 de abril é o limite para que agentes públicos deixem funções executivas e possam concorrer nas eleições, dentro das exigências de elegibilidade.
Por isso, a exoneração de secretários que também têm mandato parlamentar é comum nesse período. No caso do Ceará, a movimentação atinge tanto o governo estadual quanto a administração municipal de Fortaleza, já que parte dos deputados estava integrada a essas estruturas.
Ao todo, seis deputados estaduais estavam licenciados para exercer cargos de secretário. Entre eles, apenas Oriel Filho (PT) permanece na função de Secretário da Pesca e Agricultura, mantendo-se afastado do mandato na Alece neste momento.
Com a permanência, a vaga correspondente continua sendo ocupada conforme as regras de suplência, até que haja eventual retorno do parlamentar ao Legislativo ou uma nova decisão administrativa.
Apesar de ter retomado formalmente o mandato na quarta-feira (1º), Osmar Baquit (PSB) solicitou licença por interesse particular no mesmo dia. O pedido prevê afastamento por 120 dias.
Com isso, Tin Gomes (PSB) permanece na condição de suplente, continuando a ocupar a cadeira enquanto durar a licença do titular. A situação mantém, temporariamente, a configuração já existente no PSB na Alece, mesmo após as exonerações do secretariado.
As alterações na composição do Parlamento e do secretariado devem seguir nos próximos dias, conforme o avanço do calendário eleitoral e as decisões de partidos e gestores sobre candidaturas e alianças.
Fonte: UrbNews
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