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Datafolha no Ceará: Wagner e Cid lideram disputa ao Senado em 2026

Levantamento testou três possíveis cenários com os principais pré-candidatos à disputa

Por Admin

24 de março de 2026 às 18:11


Datafolha no Ceará: Wagner e Cid lideram disputa ao Senado em 2026

Uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Grupo O POVO e divulgada nesta terça-feira (24) mapeou as preferências do eleitorado cearense para a eleição ao Senado em 2026. O levantamento simulou três cenários com nomes que hoje aparecem como pré-candidatos e mostrou dois líderes com índices acima de 50%: o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) e o senador Cid Gomes (PSB).

As simulações foram montadas separadamente, o que significa que Wagner e Cid não aparecem no mesmo quadro. Ainda assim, o estudo sinaliza que ambos largam com vantagem quando incluídos nas listas apresentadas aos entrevistados.

Três cenários e dois nomes na dianteira

Nos dois primeiros cenários testados, Capitão Wagner aparece no topo das intenções de voto. No terceiro, a liderança fica com Cid Gomes. Em todos os quadros, os demais concorrentes variam entre a disputa pela segunda colocação e um patamar intermediário, indicando uma corrida mais fragmentada após o primeiro colocado.

Como o Ceará terá duas vagas em disputa no Senado em 2026, os dados também reforçam um cenário ainda indefinido para a segunda cadeira. Dependendo do recorte, aparecem em posição de destaque o deputado federal Eunício Oliveira (MDB), o deputado federal José Guimarães (PT) e o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (União Brasil).

Como foi feita a pesquisa Datafolha

O Datafolha entrevistou 816 pessoas no Ceará entre os dias 16 e 18 de março. O instituto informa nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na entrevista, os participantes responderam a uma pergunta em duas partes, considerando as duas vagas em disputa: em quais candidatos votariam para a primeira vaga e em quais para a segunda, a partir de um cartão com os nomes apresentados em cada cenário.

Cenário 1: Wagner lidera; Eunício e Júnior Mano vêm atrás

Na primeira simulação, Capitão Wagner aparece com 53% das intenções de voto. Em seguida, Eunício Oliveira soma 37%. O deputado federal Júnior Mano (PSB) registra 25%.

Também foram citados Pastor Alcides Fernandes (PL), com 19%, e General Theophilo (Novo), com 11%.

Entre os entrevistados, 18% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum nome para a primeira vaga. Para a segunda vaga, esse percentual sobe para 28%. A parcela que não soube responder ficou em 3% para a primeira vaga e 6% para a segunda.

Cenário 2: Wagner mantém vantagem; Guimarães e Júnior Mano empatam

No segundo quadro, Capitão Wagner amplia numericamente e alcança 55%. A disputa pelo segundo posto aparece empatada: José Guimarães (PT) e Júnior Mano registram 29% cada um.

Pastor Alcides Fernandes marca 20%, enquanto General Theophilo mantém 11%.

Assim como no cenário anterior, 18% apontaram branco/nulo/nenhum para a primeira vaga e 28% para a segunda. Os que declararam não saber somaram 3% (primeira vaga) e 6% (segunda vaga).

Cenário 3: Cid Gomes lidera; Roberto Cláudio é o segundo

Na terceira simulação, o senador Cid Gomes aparece à frente com 56%. O segundo colocado é Roberto Cláudio, com 37%, seguido por Eunício Oliveira, que registra 31%.

Na sequência, Priscila Costa (PL) aparece com 22%, e General Theophilo (Novo), com 9%.

O percentual de branco/nulo/nenhum foi de 13% para a primeira vaga e de 22% para a segunda. Já os indecisos ficaram em 3% no primeiro voto e 5% no segundo.

Leitura dos números: segunda vaga segue em disputa

Mesmo com lideranças consolidadas em cada cenário, a pesquisa sugere uma briga mais aberta pela segunda cadeira do Senado. Em um quadro, o vice é Eunício; em outro, Guimarães e Júnior Mano dividem a posição; no terceiro, Roberto Cláudio aparece como principal concorrente do líder, com Eunício logo atrás.

Além disso, os percentuais de branco, nulo ou nenhum — especialmente na simulação para a segunda vaga — indicam espaço para movimentação até 2026. Essa faixa de eleitores, somada aos que ainda não souberam escolher, pode ser decisiva para a definição do segundo nome mais votado.

Os dados também mostram que a composição do cenário altera significativamente a ordem de quem aparece na disputa pela vice-liderança. Por isso, a leitura do levantamento aponta mais estabilidade no topo quando Wagner ou Cid entram nas listas, enquanto o restante do pelotão oscila conforme os concorrentes apresentados.

Fonte: UrbNews



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