Saúde e performance
Por Admin
10 de abril de 2026 às 18:53
O Ceará encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um balanço considerado positivo no controle de lesões. Dados do Centro de Saúde e Performance (CESP) indicam que, entre janeiro e março, o time entrou em campo 17 vezes e teve apenas quatro ocorrências de lesões musculares no elenco.
O número é o segundo mais baixo desde o início do monitoramento divulgado pelo departamento, iniciado em 2022. Ao todo, o clube contabilizou 10 problemas físicos no período, abaixo do total registrado no mesmo recorte de 2023 (14) e também inferior ao de 2025 (11).
A análise do CESP separa os casos por natureza do problema. No primeiro trimestre de 2026, as lesões musculares somaram quatro ocorrências, enquanto as de caráter articular ou ósseo chegaram a seis.
Segundo o relatório, a predominância de episódios articulares e ósseos é um fator que costuma ter maior componente imprevisível. Esse tipo de situação pode acontecer tanto em treinamentos quanto em partidas e, em muitos casos, exige um período de recuperação mais longo do que as lesões musculares.
Mesmo com essa característica, o departamento considera que o indicador geral do trimestre reforça a evolução do trabalho preventivo e de acompanhamento físico realizado no clube.
Um exemplo citado como avanço no processo de recuperação foi o do volante Dieguinho. O jogador passou por cirurgia no tornozelo esquerdo e tinha uma projeção inicial de retorno em até quatro meses.
No entanto, a liberação para voltar a atuar ocorreu em cerca de dois meses. O CESP atribui a antecipação ao trabalho conjunto entre fisioterapia e preparação física, com foco na readaptação ao ritmo de jogo.
Dieguinho, inclusive, já voltou a ser utilizado e esteve em campo no Clássico-Rei diante do Fortaleza, pela Copa do Nordeste, na última quarta-feira (8).
Apesar dos números positivos do trimestre, o Ceará ainda mantém jogadores sob cuidados do Departamento Médico. Atualmente, são três atletas em tratamento, todos com diagnósticos associados a lesões articulares ou ósseas.
Entre eles está o volante Zanocelo, que se recupera de problemas no tornozelo e também no joelho. O atacante Pedro Henrique aparece na lista em função de uma fratura no antebraço, caso que segue em processo de recuperação.
Além desses nomes, o atacante Lucca permanece como desfalque por conta de uma lesão no ombro. O caso, porém, não foi incluído no recorte do balanço referente ao primeiro trimestre.
O levantamento do CESP também apresenta uma comparação do mesmo período ao longo das últimas cinco temporadas, considerando partidas disputadas e o total de lesões por categoria.
Partidas disputadas (jan–mar):
2022: 13
2023: 19
2024: 16
2025: 18
2026: 17
Total de lesões:
2022: 8
2023: 14
2024: 10
2025: 11
2026: 10
Lesões musculares:
2022: 5
2023: 5
2024: 9
2025: 3
2026: 4
Lesões articulares/ósseas:
2022: 3
2023: 7
2024: 1
2025: 8
2026: 6
Os números mostram que, embora o total de problemas físicos em 2026 tenha repetido a marca de 2024 (10), houve diferença relevante na composição: em 2024, as lesões musculares tiveram pico (9), enquanto em 2026 esse tipo de ocorrência ficou em quatro.
Com o calendário cheio e o impacto da sequência de jogos sobre a carga física dos atletas, a tendência é que o CESP mantenha o foco na prevenção e no monitoramento individual para sustentar os índices ao longo do restante da temporada.
Fonte: UrbNews
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