Mercado da bola
Por Admin
18 de março de 2026 às 13:00
O rebaixamento de Ceará e Fortaleza para a Série B no fim da temporada 2025 teve efeito imediato no planejamento de 2026. Com a mudança de divisão, os dois clubes cearenses viram uma debandada de atletas: ao todo, 18 jogadores deixaram os elencos e passaram a defender equipes que disputam a Série A nesta temporada.
Os destinos se concentraram em 10 clubes da elite, que contrataram, compraram ou reintegraram atletas que estavam emprestados: Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Internacional, Santos, Vitória, Bragantino, Bahia, Mirassol e Remo. O movimento reforça como a queda costuma acelerar saídas, seja por ajuste financeiro, reformulação ou por interesse do mercado em peças que já estavam valorizadas.
Entre os times que mais se reforçaram com ex-jogadores de Ceará e Fortaleza, o Coritiba aparece no topo. O clube paranaense reúne cinco nomes vindos dos rivais cearenses: Tinga, Fernando Sobral, Breno Lopes, Keiller e Felipe Jonathan.
Na sequência, quatro equipes aparecem com duas contratações cada, também com presença relevante no início da Série A: Remo, Mirassol, Corinthians e Vitória.
No Remo, chegaram Zé Welison e Yago Pikachu. O Mirassol apostou em Galeano e Lucas Mugni. Já o Corinthians ficou com Matheus Pereira e Pedro Raúl, enquanto o Vitória incorporou Marinho e Martinez ao elenco.
Além do grupo de clubes com maior número de atletas, outras movimentações completam a lista das 18 saídas para a Série A.
A Chapecoense buscou Bruno Pacheco para a lateral esquerda. O Bragantino investiu na contratação de Herrera como opção para a temporada.
No Santos, a chegada de Moisés foi um pedido do técnico Juan Pablo Vojvoda, que indicou a contratação para fortalecer o elenco na disputa do Brasileirão.
Também houve casos de retorno ao clube de origem após empréstimo. Marcos Vitor voltou ao Bahia nessa condição. Situação parecida ocorreu com Matheus Bahia: ele teve vínculo ligado ao Bahia, mas não permaneceu e acabou se transferindo para o Internacional.
Entre os destaques positivos desse “êxodo” para a Série A, o Coritiba chama atenção pelo momento na tabela. Mesmo com parte dos ex-atletas de Ceará e Fortaleza sem status de titular absoluto, o time paranaense conseguiu um começo consistente no campeonato.
O Coritiba aparece na 6ª colocação, com 10 pontos, e já somou vitórias importantes sobre Corinthians, Remo e Cruzeiro. O cenário indica que o clube conseguiu montar um elenco competitivo com peças de diferentes perfis, incluindo os jogadores que passaram pelo futebol cearense.
Se algumas contratações já geram impacto, outras ainda enfrentam resistência. O caso mais citado negativamente é o de Yago Pikachu no Remo. Apesar de ter estreado marcando gol e conquistado o título da Supercopa Grão Pará, e de também balançar as redes contra o Atlético-MG no Brasileirão, o jogador tem sido alvo de críticas pelas atuações.
A avaliação de parte da torcida remista foi influenciada por um componente extra: a ligação de Pikachu com o Paysandu, principal rival local do Remo, o que ampliou a cobrança sobre seu desempenho. Até aqui, o contexto coletivo também pesa, já que o Remo ainda não venceu na competição.
Outro nome que ainda não conseguiu espaço é Bruno Pacheco. Contratado pela Chapecoense, o lateral não entrou em campo na temporada 2026 até o momento, o que aumenta a expectativa sobre quando será utilizado e qual será sua função no elenco.
A perda de 18 atletas para clubes da Série A evidencia um efeito recorrente após quedas de divisão: a readequação de orçamento e metas esportivas costuma vir acompanhada de mudanças profundas no elenco. Para Ceará e Fortaleza, a saída de peças experientes e de nomes com mercado exige reposições rápidas e escolhas assertivas, especialmente em uma Série B marcada por equilíbrio e pressão por acesso.
Do outro lado, para os clubes da elite, a janela se mostrou uma oportunidade de buscar reforços com custo competitivo e jogadores já adaptados ao futebol brasileiro. A forma como esses atletas serão aproveitados ao longo do campeonato pode redefinir percepções sobre as contratações e, ao mesmo tempo, servir de termômetro para o nível de reconstrução dos times cearenses na busca por retorno à Série A.
Fonte: UrbNews