Saúde no Amazonas
Por Admin
18 de março de 2026 às 14:08
O Governo do Amazonas entregou nesta semana o Hospital do Sangue Idenir de Araújo Rodrigues, nova estrutura que passa a concentrar a principal assistência em hematologia da região Norte. A unidade foi apresentada como um avanço para o cuidado de pacientes com doenças do sangue e promete ampliar de forma significativa a capacidade de atendimento no estado.
Segundo a gestão estadual, o complexo recebeu investimento superior a R$ 58 milhões e foi projetado para operar com alto nível de tecnologia hospitalar. O hospital entra em funcionamento com 184 leitos e uma organização voltada a procedimentos de média e alta complexidade, incluindo suporte intensivo.
Com a entrega do novo hospital, o Amazonas amplia a rede voltada ao diagnóstico e tratamento de condições hematológicas, como leucemias e linfomas. A estrutura foi dimensionada para triplicar a capacidade de atendimento em comparação ao que era oferecido anteriormente, de acordo com o governo.
Além dos leitos, o projeto incorpora um parque tecnológico voltado a exames e acompanhamento clínico. A expectativa é que a ampliação ajude a reduzir deslocamentos e a acelerar o acesso a terapias especializadas, especialmente em casos que exigem monitoramento contínuo.
Entre as principais novidades, a unidade passa a contar com possibilidade de realização de transplante de medula óssea, procedimento considerado estratégico no tratamento de doenças hematológicas e onco-hematológicas. A inclusão do serviço representa uma mudança relevante para pacientes que antes precisavam buscar alternativas fora do estado.
O hospital também dispõe de UTI com monitoramento em tempo real, medida que reforça o controle clínico e a segurança assistencial. Outro destaque é a instalação de estativas de teto em todos os leitos, tecnologia utilizada para organizar equipamentos e redes de gases e energia, facilitando a mobilidade das equipes e contribuindo para rotinas mais seguras.
De acordo com informações do governo, a unidade é a primeira da rede pública na região Norte a possuir infraestrutura de alta complexidade que separa, de maneira funcional, os sistemas de ventilação e de medicação nos leitos de terapia intensiva. A proposta é reduzir riscos operacionais e qualificar o atendimento em contextos críticos.
A secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, afirmou que o hospital inicia as atividades com 100% da capacidade tecnológica disponível. Isso inclui centros cirúrgicos e um conjunto de serviços de imagem e laboratório para dar suporte ao diagnóstico e ao acompanhamento de pacientes hematológicos.
O novo Hospital do Sangue integra um parque de imagens com tomografia, além de exames como doppler transcraniano, apontado como útil em avaliações específicas dentro da linha de cuidado de doenças do sangue. Também foram estruturados laboratórios especializados para análises necessárias ao tratamento e ao monitoramento clínico.
A combinação entre leitos, terapia intensiva, exames e suporte cirúrgico busca reduzir etapas do atendimento e permitir que o paciente tenha acesso a uma jornada assistencial mais completa no mesmo complexo. Na prática, isso pode agilizar a definição de condutas médicas e o início de terapias.
A administração do hospital ficará sob responsabilidade da Fundação Hemoam, conforme informado pela gestão estadual. O funcionamento será orientado por um modelo de metas de qualidade e indicadores de produtividade, com acompanhamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).
O governo estima que a manutenção da estrutura custe cerca de R$ 165 milhões por ano. O valor inclui despesas associadas a operação hospitalar, insumos, equipes multiprofissionais e funcionamento de equipamentos de alta complexidade.
Embora localizada em Manaus, a unidade foi anunciada como parte de uma estratégia para atender também pessoas vindas de outras regiões do estado. Segundo a secretaria, o hospital está integrado ao Complexo Regulador, o que deve facilitar o encaminhamento de pacientes do interior, incluindo comunidades ribeirinhas e populações indígenas.
Com isso, a rede pública busca ampliar o acesso à hematologia especializada para quem enfrenta dificuldades de deslocamento e depende de regulação para chegar a serviços de alta complexidade. As informações são da Agência Amazonas.
Fonte: UrbNews
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