Saúde do ex-presidente

Política

Médico prevê alta de Bolsonaro na sexta (27) após broncopneumonia

Após melhora de quadro de broncopneumonia, ex-presidente deve receber alta e cumprir prisão domiciliar por 90 dias

O médico responsável pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro (PL) informou nesta quarta-feira (25) que a expectativa é de que o ex-presidente deixe o hospital na próxima sexta-feira (27). Bolsonaro está internado no DF Star, em Brasília, desde 13 de março, após diagnóstico de broncopneumonia bacteriana.

Segundo a equipe, a decisão de alta foi tomada após a análise de exames recentes e a avaliação da evolução clínica. A orientação é que o tratamento continue fora do ambiente hospitalar, com sessões de fisioterapia e cuidados para reduzir riscos durante a recuperação.

Exames apontam melhora do quadro pulmonar

De acordo com o médico Dr. Brasil Ramos Caiado, exames de imagem realizados nos últimos dias indicaram avanço na recuperação pulmonar. O pulmão direito, segundo o relato médico, apresentou melhora significativa, enquanto o pulmão esquerdo ainda mostra alterações residuais.

Essas alterações, conforme explicou o profissional, são compatíveis com o processo de convalescença e não fogem do esperado para o tipo de infecção tratada. A avaliação do quadro, portanto, permitiu que a equipe projetasse a saída do hospital para o fim da semana.

Bolsonaro permaneceu internado sob monitoramento desde a confirmação da broncopneumonia bacteriana, condição que exige atenção por risco de agravamento respiratório, especialmente quando há necessidade de acompanhamento contínuo e ajustes terapêuticos ao longo do período.

Recuperação seguirá em casa com fisioterapia

Com a previsão de alta, o ex-presidente deverá manter o tratamento em regime domiciliar. Entre as medidas indicadas está a fisioterapia, que costuma ser recomendada para auxiliar a retomada de capacidade respiratória e condicionamento após um quadro infeccioso pulmonar.

Segundo Caiado, a família passou a organizar o ambiente doméstico para receber Bolsonaro com maior segurança. A adequação do local foi descrita como uma etapa necessária, já que a definição da alta ocorreu de forma recente e exige planejamento para minimizar riscos na transição para casa.

A recomendação é que, após a saída do hospital, o acompanhamento médico continue, com foco em reabilitação, observação de sintomas e prevenção de novas complicações. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre medicações ou duração prevista do tratamento domiciliar.

Alta ocorre após decisão de Moraes sobre prisão domiciliar

A liberação hospitalar acontece após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que concedeu 90 dias de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente. A defesa havia solicitado a medida alegando risco à saúde, com base em relatórios médicos apresentados ao tribunal.

Bolsonaro estava detido na Papudinha, em Brasília. Ele cumpre pena por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado. Segundo o relato do caso, a prisão preventiva foi convertida em definitiva após um episódio envolvendo tentativa de violação de tornozeleira eletrônica em novembro do ano passado.

Com a decisão do STF e a previsão de alta, o ex-presidente deverá cumprir o período de prisão domiciliar enquanto dá continuidade à recuperação. Até o momento, não há informações públicas adicionais sobre as condições específicas de monitoramento durante a medida.

Dor no ombro e possibilidade de cirurgia ainda em avaliação

Durante a internação, Bolsonaro relatou também dores no ombro direito. A equipe médica realizou avaliações e indicou a possibilidade de um procedimento cirúrgico, hipótese que permanece em análise.

De acordo com as informações apresentadas, ainda não existe data prevista para eventual intervenção. A decisão dependerá de exames complementares e do entendimento clínico sobre riscos e benefícios no momento mais adequado, considerando a recuperação do quadro respiratório.

A expectativa, com a alta programada para sexta-feira (27), é que novos encaminhamentos sobre o ombro sejam discutidos no acompanhamento ambulatorial, após a estabilização completa do quadro pulmonar e a retomada gradual de atividades sob orientação médica.