Eleições 2026
Por REDAÇÃO
26 de julho de 2026 às 15:17 ▪ Atualizado há 1 hora
A Unidade Popular (UP) confirmou neste domingo (26) o nome de Samara Martins como candidata do partido à Presidência da República. A sigla também anunciou Raquel Bricio para compor a chapa como candidata à Vice-Presidência.
A decisão foi tomada durante a convenção nacional da legenda, realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, localizada no bairro do Bom Retiro, na região central de São Paulo.
A oficialização da candidatura ocorreu no encontro nacional do partido, que reuniu dirigentes e militantes para aprovar a composição eleitoral e consolidar as diretrizes do programa defendido pela UP.
A escolha do local da convenção, na Universidade Zumbi dos Palmares, foi usada como marco simbólico para a candidatura, considerando a trajetória de Samara em movimentos sociais e sua atuação ligada a pautas de igualdade racial e direitos das mulheres.
Samara Martins trabalha como dentista no Sistema Único de Saúde (SUS) e atua como dirigente em movimentos organizados do movimento negro e do movimento de mulheres. Ela também integra o Movimento de Mulheres Olga Benario, iniciativa que reúne militantes em ações voltadas a direitos sociais.
Segundo o partido, a candidata tem atuação próxima de frentes que defendem o direito à moradia, com foco na situação de mulheres negras e em condição de vulnerabilidade econômica.
Esta não é a primeira vez que Samara disputa um cargo no cenário nacional. Em 2022, ela concorreu como candidata a vice-presidente pela UP, na chapa encabeçada por Leonardo Péricles.
A UP indicou Raquel Bricio como candidata a vice-presidente na chapa presidencial. Bricio é guarda portuária, tem atuação sindical e é apontada como uma das fundadoras do Movimento de Mulheres Olga Benario.
Ao apresentar a composição, o partido destacou o vínculo de ambas com a organização de base e com pautas relacionadas a direitos trabalhistas e agendas sociais.
Entre as principais bandeiras apresentadas pela candidatura de Samara Martins estão medidas econômicas e sociais que incluem a reversão de privatizações e a ampliação de investimentos públicos em áreas sociais.
A plataforma defendida pela candidata também menciona a nacionalização de riquezas estratégicas do país, além do aumento do orçamento destinado a políticas sociais.
Outra proposta citada pela UP envolve a realização de uma auditoria da dívida pública. O programa ainda aponta a suspensão do pagamento dessa dívida como parte das medidas defendidas pela candidatura.
Com a formalização da chapa, a UP busca ampliar sua presença no debate eleitoral e manter o discurso alinhado à mobilização social. A candidatura é apresentada como expressão de setores organizados em movimentos de trabalhadores, grupos de mulheres e organizações ligadas à luta por moradia.
A legenda aposta na trajetória das candidatas para sustentar a identidade do partido e articular suas propostas no campo econômico, social e de direitos.
A partir da convenção, a expectativa é que a sigla intensifique agendas públicas e atividades de campanha, com foco em apresentar o programa e consolidar alianças dentro de seu campo político.
A confirmação de Samara Martins ocorre em um momento de movimentação de partidos que vêm oficializando seus nomes para a disputa presidencial. O calendário de convenções partidárias tem concentrado decisões estratégicas e anúncios de chapas, definindo os principais candidatos para o pleito.
Com o registro da chapa, a UP entra oficialmente na lista de partidos que já tornaram públicos seus projetos para a eleição, ampliando a diversidade de candidaturas e programas em discussão.
Fonte: Agência Brasil
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