O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou, nesta terça-feira (21), os limites de gastos para as campanhas eleitorais de 2026. Conforme a portaria publicada pela Corte, os candidatos à Presidência da República poderão gastar até R$ 133,4 milhões durante a disputa, valor mantido em relação às eleições de 2022.
Do total permitido, R$ 88,9 milhões poderão ser utilizados no primeiro turno. Caso a eleição seja decidida em segundo turno, os candidatos terão direito a um limite adicional de R$ 44,5 milhões.
A manutenção do teto ocorreu após solicitação apresentada por dirigentes de partidos políticos ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Segundo as legendas, um reajuste nos valores poderia comprometer o equilíbrio entre as candidaturas.
A portaria também definiu os limites de gastos para os candidatos aos governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal. Os candidatos a deputado federal poderão investir até R$ 3,1 milhões nas campanhas, enquanto o teto para deputado estadual e distrital será de R$ 1,2 milhão.
Já os limites para governador e senador variam de acordo com o número de eleitores de cada estado. São Paulo terá o maior teto de gastos para a disputa ao governo estadual, com R$ 26,7 milhões no primeiro turno. Acre, Amapá e Roraima registram os menores limites, fixados em R$ 3,6 milhões.
Atualmente, a corrida ao Palácio do Planalto conta com 12 pré-candidatos anunciados por seus respectivos partidos, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL), os governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de outros nomes que já manifestaram intenção de disputar a eleição presidencial de 2026.
INVESTIMENTOS
PolíticaTSE mantém teto de gastos para campanhas de 2026; candidatos à Presidência poderão gastar até R$ 133,4 milhões
Limites permanecem os mesmos das eleições de 2022; decisão atende pedido de partidos políticos
Foto: Luiz Roberto/TSE