O ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, apresentou evolução no quadro clínico e pode deixar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, até o fim de semana. A informação consta em boletim divulgado nesta quarta-feira (22) pela equipe médica responsável.
Segundo o comunicado, Parreira teve uma melhora global e, caso mantenha a recuperação, a próxima etapa do tratamento deve ocorrer fora da UTI, em uma área de cuidados intermediários.
Boletim médico aponta melhora e possível transferência
De acordo com a atualização do hospital, Parreira está lúcido e permanece traqueostomizado, condição utilizada para auxiliar a respiração em pacientes que necessitam de suporte prolongado.
O boletim também informa que a função renal do ex-treinador está estabilizada e que, neste momento, não há necessidade de diálise. Com esses parâmetros, a previsão descrita pela equipe é de transferência para a unidade semi-intensiva.
A movimentação representa um passo importante no processo de recuperação, já que a semi-intensiva é indicada quando o paciente segue exigindo monitoramento e assistência, mas apresenta sinais de estabilidade maior do que aqueles que justificam permanência na UTI.
Entenda por que Parreira foi internado
Campeão mundial como comandante da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1994, Parreira foi internado em 16 de junho com diagnóstico de inflamação pulmonar.
Durante o período de internação, ele passou por um procedimento para cauterizar um sangramento nasal. Na sequência, o quadro evoluiu para uma infecção pulmonar, o que trouxe impactos adicionais ao organismo.
Conforme a descrição do histórico clínico, a infecção teve repercussão na função renal. Diante da complicação, Parreira precisou ser sedado novamente e contou com auxílio de aparelhos para respirar, além de ter necessitado de hemodiálise em parte do tratamento.
Complicações pulmonares e efeitos sobre os rins
Infecções respiratórias podem exigir atenção redobrada em pacientes idosos, principalmente quando o quadro se agrava e compromete outras funções. No caso de Parreira, o hospital informou que a condição pulmonar esteve associada ao comprometimento renal, exigindo suporte especializado.
A atualização mais recente, porém, indica um cenário melhor do que o observado anteriormente. A estabilização dos rins e a suspensão da necessidade de diálise são pontos citados como sinais positivos pela equipe médica.
Apesar da melhora, a permanência com traqueostomia indica que o acompanhamento segue sendo cuidadoso e que a retirada do suporte depende da resposta do paciente nos próximos dias.
Histórico: diagnóstico de linfoma em 2023
No ano passado, Parreira informou que havia sido diagnosticado com linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, responsável pela defesa imunológica do corpo.
O histórico oncológico é um dado relevante quando se observa a saúde geral do paciente, especialmente em situações de infecção e necessidade de internação. Ainda assim, o boletim divulgado nesta quarta-feira (22) se concentra no quadro atual, destacando a evolução clínica e o planejamento de transferência de setor.
Parreira é um dos nomes mais conhecidos do futebol brasileiro, com trajetória marcada pelo título mundial de 1994 e por trabalhos em clubes e seleções. O hospital não divulgou previsão de alta, mas apontou a possibilidade de saída da UTI, caso o quadro permaneça em melhora até o fim de semana.