Saúde do ex-presidente

Política

Bolsonaro melhora na UTI, mas segue sem previsão de alta, diz hospital

A equipe médica que atende o ex-presidente trabalha com a possibilidade de que ele deixe a UTI até o final da semana

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou melhora no quadro clínico e nos exames laboratoriais nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado pelo hospital DF Star, em Brasília. Apesar da evolução, a unidade informou que ainda não há indicação de alta da UTI, onde ele está internado desde sexta-feira (13).

Bolsonaro trata uma pneumonia bacteriana bilateral. De acordo com o informe médico, o ex-presidente permanece em uso de antibióticos e realiza fisioterapia motora e respiratória como parte do protocolo de recuperação.

Boletim médico aponta evolução, mas sem data para deixar a UTI

O comunicado do DF Star detalha que houve progressos tanto do ponto de vista clínico quanto em parâmetros laboratoriais. Mesmo assim, a equipe mantém o acompanhamento intensivo e não estabeleceu previsão oficial para a transferência do ex-presidente para um quarto.

O boletim é assinado pelos médicos Claudio Birolini, Brasil Caiado, Leandro Echenique, Antônio Paiva Fagundes e Alisson Borges, integrantes do time responsável pelo atendimento.

Em declaração nesta quarta-feira, o cardiologista Brasil Caiado afirmou que a equipe considera possível a saída da UTI até o fim da semana, mas destacou que a decisão depende de segurança clínica. A ideia, segundo ele, é manter cautela e observar a estabilidade do paciente antes de reduzir o nível de monitoramento.

Terceiro antibiótico e tomografia indicam melhora em parte do pulmão

Segundo Caiado, a evolução positiva ganhou força após a administração de um terceiro antibiótico, aplicado na madrugada de domingo (15). A medida teria contribuído para a resposta ao quadro infeccioso.

Uma tomografia realizada nesta quarta-feira apontou melhora no pulmão direito. Já o pulmão esquerdo, de acordo com a avaliação médica relatada, ainda apresenta comprometimento considerado moderado, o que exige continuidade do tratamento e acompanhamento próximo.

Além da terapia medicamentosa, Bolsonaro segue com sessões de fisioterapia voltadas à reabilitação motora e respiratória, procedimento comum em pacientes com pneumonia e internação em terapia intensiva.

Equipe chegou a avaliar situação como grave no início da internação

Nos primeiros momentos após a hospitalização, o médico Claudio Birolini afirmou que o cenário poderia ser grave, mencionando riscos associados a pneumonias do tipo aspirativa, que podem evoluir para insuficiência respiratória se não houver intervenção adequada.

Ao longo da semana, porém, os boletins indicaram melhora gradual. Na segunda-feira, a equipe médica já havia relatado recuperação de funções renais e redução de marcadores inflamatórios, sinais considerados relevantes na resposta ao tratamento de infecções.

Histórico de saúde e contexto da prisão

Com 70 anos, Bolsonaro tem histórico de problemas de saúde e vem sendo acompanhado por médicos em diferentes episódios clínicos nos últimos anos. A atual internação ocorre enquanto ele cumpre pena no Distrito Federal.

O ex-presidente foi preso no ano passado e está detido no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, após a derrota eleitoral de 2022.

Internação intensifica pressão por prisão domiciliar

A internação na UTI também impulsionou movimentos políticos da direita em defesa da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. A estratégia tem como foco uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações publicadas pela Folha, mais de 100 parlamentares — entre deputados de oposição e integrantes do centrão — assinaram um pedido encaminhado ao ministro para que Bolsonaro tenha o regime alterado.

O hospital não informou, no boletim mais recente, se haverá nova atualização em horário específico. Enquanto isso, Bolsonaro permanece sob cuidados intensivos, com antibióticos e suporte de fisioterapia, aguardando avaliação diária para eventual transferência da UTI.

Com informações de Marcos Hermanson, da Folhapress.