O Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) promove neste sábado (25) uma ação voltada ao diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço. A atividade integra a campanha nacional do Julho Verde, dedicada à conscientização sobre a doença e à importância do reconhecimento precoce de sinais e sintomas.
Durante o mutirão, a equipe do serviço irá oferecer avaliação clínica, orientações e, quando indicado, exames para auxiliar na identificação de alterações que podem estar associadas ao câncer na região da boca, garganta, laringe e estruturas do pescoço.
Como será a ação do Julho Verde no CRIO
O atendimento será realizado no ambulatório do CRIO, no bairro Álvaro Weyne. Ao todo, a instituição prevê a oferta de 150 vagas, destinadas a pessoas que realizarem inscrição antecipada.
Segundo a organização, o cadastro deve ser feito previamente pelo link disponibilizado na bio do Instagram oficial do CRIO. A medida busca organizar o fluxo de atendimento e reduzir filas no dia da ação.
A proposta do mutirão é ampliar o acesso ao diagnóstico, especialmente para quem encontra barreiras para chegar a consultas especializadas, e reforçar informações sobre prevenção e procura rápida por assistência médica diante de sintomas persistentes.
Quem pode participar e quais sintomas merecem atenção
A iniciativa é direcionada, sobretudo, a pacientes em situação de vulnerabilidade social que apresentem sinais compatíveis com doenças na região de cabeça e pescoço e que necessitem de orientação especializada.
Entre os sintomas citados como alerta estão nódulos no pescoço, rouquidão que não melhora, feridas na boca, além de dificuldade para engolir alimentos. Esses sinais não significam, necessariamente, a presença de câncer, mas justificam avaliação profissional, principalmente quando persistem.
O objetivo do atendimento é identificar precocemente possíveis casos e orientar o encaminhamento adequado. Conforme informado, pessoas que apresentarem quadros considerados mais graves serão direcionadas para investigação na própria instituição, sem custos.
Por que o diagnóstico precoce faz diferença
O mutirão reforça uma mensagem central do Julho Verde: descobrir a doença mais cedo pode aumentar significativamente as chances de tratamento bem-sucedido. Isso ocorre porque, em estágios iniciais, tumores tendem a ser menores e mais localizados, o que pode facilitar o manejo clínico e reduzir o risco de complicações.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil registra cerca de 39,5 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço por ano. O órgão também indica que, quando o diagnóstico ocorre no início do desenvolvimento da doença, as chances de cura podem alcançar 90%.
Além de ampliar as possibilidades de cura, a detecção em fases iniciais pode contribuir para tratamentos menos agressivos e melhor qualidade de vida, dependendo do tipo e da localização do tumor.
Principais fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço
O CRIO destaca que parte dos casos está associada a fatores de risco conhecidos. Entre os principais estão o tabagismo e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, hábitos que podem aumentar a probabilidade de alterações celulares ao longo do tempo.
Outro fator mencionado é a infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano), que pode estar relacionada a alguns tipos de câncer nessa região, especialmente em áreas da garganta.
Especialistas recomendam atenção contínua aos sinais do corpo e a busca por orientação médica diante de sintomas persistentes, especialmente quando há histórico de exposição a esses fatores. A prevenção também inclui reduzir ou eliminar o tabaco, moderar o consumo de álcool e manter acompanhamento de saúde regular.
Serviço: mutirão de diagnóstico no CRIO
O quê: ação de diagnóstico e orientação sobre câncer de cabeça e pescoço (Julho Verde)
Quando: sábado (25)
Onde: ambulatório do CRIO, bairro Álvaro Weyne
Vagas: 150, mediante inscrição prévia
Inscrições: link na bio do Instagram do CRIO
A campanha Julho Verde busca fortalecer a informação e incentivar que pessoas com sinais suspeitos procurem avaliação médica sem demora. Iniciativas como o mutirão do CRIO tentam reduzir o tempo entre o aparecimento do sintoma e a consulta especializada, etapa decisiva para aumentar a chance de diagnóstico em estágio inicial.