Políticas de equidade

Educação

Prazo do Diagnóstico Equidade 2026 termina nesta quarta (22)

O prazo para que as redes estaduais e municipais de ensino participem do Diagnóstico Equidade 2026 termina nesta quarta-feira (22), após ser prorrogado no último dia 15. O envio virtual de informações deve ser feito pelo Sistema Integrado de Monitora

As redes estaduais e municipais de ensino têm até esta quarta-feira (22) para aderir ao Diagnóstico Equidade 2026. O prazo havia sido estendido e, agora, chega ao fim para o envio das informações solicitadas pelo Ministério da Educação (MEC).

O preenchimento ocorre de forma online, dentro do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). As secretarias de Educação devem acessar o sistema no módulo da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), usando login vinculado à conta do Gov.br.

Como enviar as informações ao MEC pelo Simec

O envio do formulário é responsabilidade das secretarias estaduais e municipais. A coleta de dados é realizada no Simec, ambiente utilizado pelo MEC para monitorar programas, ações e instrumentos de planejamento educacional.

No caso do Diagnóstico Equidade 2026, o acesso deve ser feito especificamente no módulo da Pneerq. A orientação do MEC é que as redes informem dados e descrevam práticas relacionadas à implementação de políticas de equidade e de enfrentamento ao racismo no ambiente escolar.

O que o Diagnóstico Equidade 2026 pretende mapear

O Diagnóstico Equidade 2026 foi estruturado para identificar avanços, lacunas e desafios na aplicação da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. A norma foi posteriormente atualizada pela Lei nº 11.645/2009, que também incluiu a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura dos povos indígenas.

Segundo a proposta do levantamento, o objetivo é compreender como os sistemas públicos de ensino vêm incorporando esses conteúdos no currículo e na rotina escolar, além de apontar necessidades de apoio e aperfeiçoamento de políticas educacionais.

Os resultados devem subsidiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades étnico-raciais e ao enfrentamento do racismo nas escolas.

Monitoramento de Erer, educação quilombola e educação indígena

Além do acompanhamento da aplicação das leis, o diagnóstico pretende monitorar a execução de três frentes na educação pública brasileira:

1) Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer), voltada à promoção de práticas pedagógicas e institucionais que reconheçam a diversidade e combatam discriminações.

2) Educação Escolar Quilombola (EEQ), direcionada a estudantes e comunidades quilombolas, com foco em assegurar direitos educacionais e o reconhecimento de identidades e territórios.

3) Educação Escolar Indígena (EEI), que busca garantir uma educação adequada às especificidades dos povos indígenas, considerando seus contextos socioculturais, linguísticos e comunitários.

Dez temas organizam os eixos do Diagnóstico Equidade

O instrumento do Diagnóstico Equidade 2026 está organizado em dez temas que orientam o preenchimento e o mapeamento nacional. São eles:

1) fortalecimento do marco legal;

2) formação de gestores e profissionais da educação;

3) gestão educacional;

4) materiais didáticos e paradidáticos;

5) currículo;

6) financiamento;

7) indicadores, avaliação e monitoramento;

8) gestão democrática e mecanismos de participação social;

9) educação escolar quilombola;

10) educação escolar indígena.

A intenção é consolidar uma fotografia detalhada sobre como as redes públicas estão estruturando normas, formação, recursos e mecanismos de acompanhamento para promover equidade nas escolas.

Falta de envio pode impactar repasses via Plano de Ações Articuladas

O MEC alerta que a não inserção das informações no Simec pode trazer consequências administrativas. A ausência de envio pode impedir o repasse de emendas parlamentares federais dentro do Plano de Ações Articuladas (PAR), instrumento utilizado para apoiar a execução de políticas educacionais em estados e municípios.

Com isso, a participação no diagnóstico passa a ser um requisito relevante para as redes que buscam manter a regularidade de acesso a recursos vinculados ao PAR.

Pneerq: política foi lançada em 2024 e estrutura ações de equidade

O Diagnóstico Equidade 2026 integra a agenda da Pneerq, política lançada em 2024. De acordo com o MEC, a iniciativa é estratégica para avançar na implementação completa da legislação sobre ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, além de contribuir para ações de reparação histórica voltadas à população negra e quilombola.

A Pneerq tem como foco impulsionar programas e práticas educacionais que combatam desigualdades étnico-raciais e enfrentem o racismo no ambiente de ensino, ao mesmo tempo em que fortalece a política educacional para comunidades quilombolas.

A política é direcionada à comunidade escolar como um todo, incluindo gestores, professores, servidores e estudantes.

Sete eixos orientam a Política Nacional de Equidade

A Pneerq está estruturada em sete eixos de atuação. Entre eles, estão a coordenação federativa das ações, o monitoramento da implementação da Lei nº 10.639/2003, a formação continuada de profissionais e a produção de materiais didáticos e literários.

Também constam como frentes da política a elaboração de protocolos para prevenir, identificar e responder a casos de racismo na educação, além de ações de afirmação das trajetórias negras e quilombolas e iniciativas voltadas à difusão de saberes.

Com o encerramento do prazo nesta quarta (22), o MEC reforça a necessidade de que estados e municípios concluam o preenchimento dentro do Simec para garantir o registro das informações e a consolidação do diagnóstico nacional.