O Ceará alcançou a marca de 48 mil animais domésticos registrados no Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos, o SinPatinhas. Os números oficiais mostram predominância de cães: 57% do total (27.383), enquanto os gatos representam 43% (20.759).
O levantamento também aponta quais são os nomes mais usados pelos tutores no estado, além de dados sobre castração e identificação por microchip. As informações ganham destaque no momento em que o SinPatinhas completa um ano de funcionamento, integrando ações com o Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas).
Quais são os nomes de cachorro mais comuns no Ceará
Entre os cães cadastrados no Ceará, o SinPatinhas identifica uma lista de nomes que se repetem com frequência. Os mais comuns são:
Mel, Luna, Amora, Thor, Lua, Bolt, Zeus, Apollo, Pandora e Billy.
A presença de nomes curtos e fáceis de chamar segue uma tendência observada em diferentes regiões do país, com destaque para opções associadas a doçura (Mel), temas astronômicos (Lua e Luna) e referências mitológicas (Thor e Zeus).
Nomes de gatos mais registrados no estado
No grupo dos felinos, o ranking de nomes também traz repetições e personagens populares. No Ceará, aparecem entre os mais cadastrados:
Nina, Mel, Luna, Lua, Mia, Frajola, Tom, Chico, Nino, Pipoca e Simba.
Além de nomes tradicionais, a lista inclui referências a desenhos e cultura pop, como Frajola e Tom, que costumam ser escolhas recorrentes entre tutores de gatos.
Castrados e microchip: o que mostram os dados do cadastro
O banco de dados do SinPatinhas indica que 91% dos pets registrados no Ceará são castrados, um indicador relacionado às estratégias de manejo populacional e prevenção do abandono.
Já 8,48% dos animais constam com microchip de identificação no sistema. O recurso permite rastreabilidade e pode facilitar a devolução de pets perdidos, além de ajudar em ações de combate a maus-tratos.
SinPatinhas completa um ano; veja o panorama nacional
Lançado em abril de 2025, o SinPatinhas completou um ano na última sexta-feira (17), em articulação com o ProPatinhas. No recorte nacional, os estados com maior volume de registros no sistema são:
São Paulo (346.668), Rio de Janeiro (115.247), Paraná (106.898) e Minas Gerais (93.550).
O sistema também consolida tendências de nomes em todo o Brasil. Entre os cães, os registros mais frequentes foram: Mel (12.825), Luna (9.565), Amora (8.283), Nina (6.915) e Thor (6.422). Para gatos, lideram: Nina (4.785), Mel (4.514), Luna (4.241), Lua (3.344) e Mia (3.209).
Investimentos e castrações gratuitas: impacto até 2025
Segundo dados do governo federal, o Plano Plurianual Participativo (PPA) recebeu R$ 236,9 milhões em investimentos entre 2023 e 2026. Esse volume de recursos viabilizou 252 parcerias e resultou na oferta de 675.855 castrações gratuitas em todo o país até o fim de 2025.
O balanço oficial aponta que o volume representa um aumento de 3.450% quando comparado ao período de 2021–2022, reforçando a aposta na castração como ferramenta para controle populacional ético e redução de ninhadas indesejadas.
O que são ProPatinhas e SinPatinhas
O ProPatinhas estabelece uma política nacional voltada ao manejo populacional de cães e gatos, com foco em ampliar castrações, reduzir o abandono e incentivar ações de bem-estar animal.
Já o SinPatinhas funciona como uma base nacional gratuita de cadastro de animais domésticos. O objetivo é facilitar a localização de pets perdidos, apoiar o enfrentamento a maus-tratos e oferecer dados para a criação e o aprimoramento de políticas públicas.
Entre as funcionalidades disponíveis aos tutores, o sistema permite:
- emissão do RG Animal e da carteira de saúde com validade nacional;
- identificação por QR Code;
- consulta por microchip;
- transferência eletrônica de responsabilidade do animal.
Governo diz que sistema organiza política pública de proteção animal
A diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente, Vanessa Negrini, afirmou que a proposta vai além de um simples registro.
De acordo com ela, o SinPatinhas atua como ferramenta estruturante ao organizar informações, fortalecer a guarda responsável e ampliar a transparência e a rastreabilidade. Na avaliação da diretora, a integração de dados permite enfrentar abandono e maus-tratos e, ao mesmo tempo, criar condições para planejar políticas com base em números consolidados.